A Comissão Especial do Carnaval de Rua realizou, na manhã desta quarta-feira (12), a primeira audiência na Câmara do Rio. O objetivo é debater com todos os responsáveis pela festa a melhoria da organização dos desfiles de blocos na cidade.
Muitos blocos tradicionais encerraram as atividades nos últimos anos alegando falta de estrutura, de apoio e excesso de burocracia. Como foi o caso do bloco Carmelitas, que cancelou o desfile em Santa Teresa no carnaval deste ano.
Presidente da comissão, a vereadora Tatiana Roque (PSB), lembra que conseguiu, em 2025, aprovar junto à prefeitura, uma subvenção para os blocos, mas afirma que ainda é preciso avançar, levando em consideração o expressivo aumento das agremiações.
“Precisa de uma política de Estado e aqui na Câmara a ideia é que a gente apresente um projeto de lei efetivo, que vingue e que consiga realmente que a gente tenha uma política institucional estruturante, organizada para que o Carnaval de rua continue sendo a potência que ele é e que ele possa crescer de uma maneira ordenada, de uma maneira que não afete a organização e o funcionamento da cidade”, afirmou a vereadora.
Presidente da Sebastiana, principal associação de blocos do Rio, Rita Fernandes falou sobre a questão burocrática.
“O nosso maior gargalo são os prazos de planejamento, os prazos de execução e a gente sabe o quanto que a gente sofre no final das contas, quando temos que, na véspera dos desfiles, praticamente dormir lá na rua do Senado para poder conseguir as liberações”, disse Rita Fernandes, referindo-se à sede do Corpo dos Bombeiros, de onde saem as autorizações para os desfiles.
Participaram da audiência representantes da Riotur, dos Bombeiros, Polícia Civil e a deputada estadual Verônica Lima (PT), presidente da Comissão de Cultura da Alerj, além de dezenas de representantes dos blocos.

