O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oficializou, nesta segunda (11), o tombamento provisório do prédio onde funcionou o DOI-Codi, na Tijuca. O local, que fica na Rua Barão de Mesquita, foi usado pelo regime militar como principal espaço para tortura e repressão política no Rio de Janeiro entre os anos de 1970 e 1979.
A medida acontece em meio a uma articulação do Ministério Público Federal (MPF) para transformar o imóvel em um centro de memória. A proteção do Iphan abrange o edifício principal, dois pátios internos e os acessos pelas vias vizinhas. Com o tombamento, o antigo DOI-Codi recebe proteção legal contra alterações estruturais ou demolição.
O espaço, que atualmente integra as dependências do 1º Batalhão de Polícia do Exército, foi palco de assassinatos, desaparecimentos forçados e violações sistemáticas de direitos humanos durante a ditadura. O complexo arquitetônico que compõe o DOI-Codi foi construído em 1857, quando a Coroa Imperial adquiriu o terreno para construir um hospital militar.
Com informações de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.

