A soltura de Monique Medeiros é tema de um novo parecer enviado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O subprocurador-geral Antônio Edílio Teixeira defendeu que a ré pelo caso Henry Borel volte à prisão e se manifestou contra a decisão da Justiça do Rio que a tirou da cadeia em março.
Para a PGR, a soltura desrespeitou determinações anteriores do STF e apontou riscos de coação de testemunhas e descumprimento de medidas cautelares com a decisão. O parecer do órgão atende a um pedido de análise feito pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso.
Ainda segundo a PGR, a demora no andamento do processo envolvendo a morte de Henry Borel se deve a manobras da própria defesa, o que justificaria a manutenção da custódia de Monique.
O julgamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, está marcado para 25 de maio. A sessão anterior, em março, foi adiada após os advogados de Jairinho abandonarem o plenário sob a alegação de falta de acesso a provas. Henry Borel morreu em março de 2021, aos 4 anos, vítima de 23 lesões e laceração hepática. A investigação policial aponta que o menino sofria torturas frequentes pelo padrasto, com o conhecimento da mãe.

