Parafraseando o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, no Partido dos Trabalhadores (PT) até o passado é incerto. Pois não é que a vaga de primeiro suplente de Benedita da Silva na eleição para o Senado, que já estava na mão do vereador Felipe Pires, entrou em disputa?
Em reunião recente da executiva estadual, alguns dirigentes disseram considerar o parlamentar carioca muito desconhecido fora do seu nicho e sem capilaridade para uma disputa majoritária.
Os descontentes querem dar um block em Felipe Pires, que é sobrinho do ex-secretário e ex-vice-prefeito Adilson Pires. E já até apresentaram uma alternativa, sob articulação de alguns membros do diretório estadual: o pastor e cantor gospel Kleber Lucas, recém-filiado ao partido.
Dizem os amotinados que Kleber ajudaria o PT a furar uma bolha histórica e atingir o eleitorado evangélico, hoje peça-chave em qualquer eleição competitiva. Embora a titular da chapa, a deputada federal Benedita, já seja evangélica há quase 60 anos — converteu-se na Assembleia de Deus em 1968.
Felipe Pires é aliado do prefeito de Maricá, Washington Quaquá
O grupo político do vereador defende a candidatura do moço, que tem forte base eleitoral na Zona Oeste. Mas diz ser legítimo que uma parcela, mesmo que minoritária no diretório, pleiteie a candidatura.
Eis a nota.
“Porém, não é verdade que ele seja desconhecido. Felipe é uma importante expressão da renovação de lideranças do PT. Embora venha de uma linhagem histórica — seu tio Adilson é fundador do PT e nunca se afastou da legenda — Felipe é jovem e representa, além da juventude, os moradores de favelas e periferias, eleitores importantes para o partido. Felipe é líder da bancada do PT na Câmara do Rio, secretário estadual de Organização do PT e aliado do prefeito de Maricá, Washington Quaquá”.

