O polêmico leilão do imóvel desapropriado na Rua Barão de Itambi, em Botafogo, vai acontecer. A Justiça do Rio negou o pedido de liminar do Grupo Sendas para suspender o certame e decidiu manter a venda do prédio, que está marcada para o próximo dia 28 de abril.
A nova decisão judicial aponta que não há indícios de ilegalidade suficientes para interromper o leilão por enquanto. A Justiça chegou a anular um decreto municipal envolvendo a desapropriação por indícios de desvio de finalidade, mas manteve o leilão após a prefeitura rever a ordem que torna o imóvel como “de interesse público”.
Grupo Sendas vai recorrer; varejista planejava instalar nova unidade de supermercado em Botafogo
Após a decisão, o Grupo Sendas já disse que vai recorrer e levar o caso à segunda instância. A rede varejista, que operava supermercados no espaço em Botafogo, alega que a prefeitura está privilegiando uma entidade privada de forma arbitrária com a desapropriação.
Segundo o grupo, pontos centrais do processo não receberam o devido exame e afirma que a manutenção das atividades econômicas no edifício descaracteriza a necessidade de desapropriação.
A ação da prefeitura que desapropriou o espaço prevê a instalação de um centro de pesquisas com inteligência artificial no imóvel. Antes mesmo da conclusão do trâmite legal, a Fundação Getulio Vargas (FGV) já tinha um projeto para o centro em Botafogo.
O imóvel não estava sendo utilizado quando a prefeitura o desapropriou, mas os antigos proprietários já estavam em negociações avançadas para instalar uma unidade do supermercado Mundial no prédio.
Com informações do jornal “O Globo”.


É necessário corrigir a reportagem que afirma que o prédio não estava sendo utilizado quando a prefeitura o desapropriou. O prédio estava sendo utilizado sim. Funciona uma academia no 4o andar. Muita gente frequenta a academia. O 1o andar mal foi esvaziado e já estava sendo reformado para outro supermercado. O 2o e o 3o andares faziam parte do estacionamento.
O imóvel estava e está em uso. Existe uma academia no terceiro andar e o mercado estava em obras quando o processo começou. A Selfit mantém uma unidade altamente popular e ainda em operação no prédio.
Isso é um escândalo, é um dos maiores exemplos de insegurança jurídica. Os empresariado se sentem inseguros em fazer qualquer investimento em um estado que não respeita as leis, e não protege os verdadeiros geradores de emprego.
Lamentável, qualquer morador da região sabe que no último andar do prédio funciona uma academia, e faziam poucos dias que o mercado tinha fechado, e era sabido que ali se instalaria outro mercado
Também é de conhecimento geral que a Fundação quer se expandir naquela área
Estranho é a Prefeitura se intrometer em assuntos Incrivel Incrivel a Prefeitura forçando um leilão, para um prédio de 4 andares, que estava em razoavel estado conservação, cujo último andar sempre esteve e está ocupado, o segundo e o terceiro sempre foram de estacionamento, e o térreo mal tinha ficado vago do supermercado, e já se sabia que estava sendo negociado para instalar outro supermercado
Inacreditável como nao existe mais direito de propriedade
Da mesma forma também é estranho que a 500m dali a Prefeitura autorizou o corte de mais de 50 árvores no terreno do antigo Benet, para se implantar um grande empreendimento imobiliário, sobre o qual os moradores do Flamengo não tinham qualquer informação