A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conseguiu suspender a liminar que havia elevado o reajuste tarifário anual de 2026 da Light no Rio. Com isso, o aumento médio na conta de luz voltou ao patamar original de 8,59%. No caso de clientes residenciais, o aumento volta a ser de 6,40%.
Na prática, a medida reverte o aumento mais alto — de 16,69% —, que havia passado a valer após a decisão judicial e reduz o impacto no bolso dos consumidores.
Com a suspensão da liminar, volta a valer a decisão original da Aneel, que prevê a devolução de R$ 1,04 bilhão em créditos de PIS/Cofins para aliviar as tarifas. Esse mecanismo reduz o impacto do reajuste, em linha com o princípio da modicidade tarifária, que busca garantir tarifas mais baixas para os consumidores.
A Aneel afirmou que manter o reajuste mais alto poderia causar “grave lesão à ordem econômica e à defesa do consumidor”, já que elevaria significativamente as contas de luz.
Clientes residenciais e industriais
Para consumidores residenciais, o impacto também havia praticamente dobrado, passando de cerca de 6,4% para 14,58% durante a vigência da decisão judicial. Agora volta a valer o percentual menor.
No caso da indústria (clientes de alta tensão), o reajuste chegou a 21,35%, mas com a queda da liminar voltou ao índice previsto de 13,46%.

