Os vereadores da ala conservadora da Câmara do Rio mantêm a ofensiva contra propostas de Monica Benicio (PSOL). Depois de derrubarem, na terça-feira (24), um projeto que reconhecia a Parada do Orgulho LGBTI+ de Copacabana, voltaram à carga nesta quinta-feira (26) e barraram outra iniciativa da vereadora: a criação da campanha permanente “Marielle Franco – Resistência Vive”.
A proposta recebeu 30 votos — 14 favoráveis e 16 contrários — e acabou rejeitada, seguindo para o arquivo. Mais uma vez, o movimento foi liderado por Dr. Rogério Amorim, líder do PL, acompanhado pela maior parte de sua bancada e por vereadores de partidos de direita e centro-direita.
‘É uma manobra retórica’
Logo após a rejeição, Benicio foi ao microfone e pediu desculpas à população carioca pelo que classificou como “lamentável”.
“Não se trata de conservadorismo. É uma manobra retórica para justificar o que, no fundo, não passa de mau-caratismo. Porque, honestamente, um projeto de natureza tão simples ter sido resolvido na base da camaradagem, do coleguismo, em um momento tão dramático, em que as mulheres vêm sofrendo cada vez mais na nossa sociedade?”, indagou.
A proposta da psolista, em homenagem à vereadora Marielle Franco, previa ações educativas, culturais e sociais voltadas à valorização da juventude e ao combate às desigualdades, sobretudo nas periferias. Entre as diretrizes estavam a promoção dos direitos humanos (com foco em mulheres, população negra e LGBTQIA+) e o incentivo à participação política.


