Os sindicatos de médicos (Sinmed-RJ) e enfermeiros (SindEnfRJ) do Rio aprovaram uma greve parcial de um mês, a partir do dia 2 de março, para os profissionais que atuam em unidades municipais de saúde da família. Até 2 de abril, médicos da família e enfermeiras trabalharão em escala de trabalho 50/50.
A decisão foi confirmada em assembleia nesta quarta (25) como uma resposta à reunião com representantes da Prefeitura do Rio que terminou em impasse. Na última terça (24), profissionais da rede se reuniram com representantes das Organizações Sociais e da Secretaria de Saúde (SMS) do Rio para uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho, com o objetivo de negociar um acordo acerca das reivindicações feitas pela categoria.
Os sindicatos, no entanto, afirmam que as conversas não avançaram. De acordo com os profissionais de saúde, o poder municipal não justificou as demissões questionadas pelo sindicato e só prometeu pagar as variáveis atrasadas pendentes desde 2023 no próximo mês de junho. Não houve sinalização de compromisso para quitar os valores atrasados de 2024 e 2025.
Greve será de 70% em dias de assembleia das categorias
Ainda de acordo com os grupos sindicais, as categorias decidiram elencar novas pautas como inegociáveis para reivindicação — entre elas, estão a reversão imediata de todas as demissões realizadas após assembleias anteriores e o fim de formas de retaliação aos grevistas, como transferências punitivas.
A greve será de 50% para garantir o funcionamento de atividades essenciais. Excepcionalmente nas datas das duas assembleias já marcadas — 12 de março e 02 de abril — o número de profissionais paralisados aumentará para 70%. Durante o período de greve, no dia 11, os representantes das categorias pretendem se reunir com os responsáveis pelas OS para alinhar detalhes do contrato trabalhista vigente.

