O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do governo estadual e do Ministério Público do Rio (MPRJ) e prorrogou por 20 dias o prazo para serem enviadas à Polícia Federal as imagens da megaoperação na Penha e no Alemão, que deixou mais de 120 mortos.
A determinação vale para todas as gravações solicitadas. Além da entrega das imagens, Moraes solicitou que o Conselho Nacional do MP apresente atualizações sobre o Plano Estratégico de Reocupação Territorial nas comunidades do Rio, que faz parte da “ADPF das Favelas” — processo que fiscaliza a atuação policial em comunidades fluminenses.
Governo alegou que volume de imagens da megaoperação exige prazo maior
O governo estadual disse que o volume de arquivos audiovisuais exige um tempo extra para perícia. O pedido do STF determinou que as imagens da megaoperação sejam periciadas e recebam laudos técnicos antes de serem enviadas à PF.
Seis agentes de segurança que participaram da megaoperação foram presos por denúncias ligadas a imagens das câmeras corporais usadas por eles. Segundo o governo estadual, 569 câmeras corporais foram utilizadas no dia da operação — 507 da Polícia Militar e 62 da Polícia Civil. O número representa apenas 23% do efetivo mobilizado; ao todo, foram 2,5 mil policiais na ação.

