Às vésperas do verão, período marcado pelo aumento da demanda por água, especialistas e entidades ligadas ao saneamento básico reforçam o alerta para os riscos sanitários associados ao uso irregular de fontes alternativas de abastecimento, como poços artesianos e caminhões-pipa. O Instituto Trata Brasil, organização de referência nacional na defesa da universalização do saneamento e da saúde pública, chama atenção para os impactos dessas práticas na qualidade de vida da população.
Para a presidente do instituto, Luana Pretto, o consumo de água tratada é fundamental para a proteção da saúde. Segundo ela, a água distribuída pelas concessionárias passa por um rigoroso processo de tratamento e controle de qualidade, conforme os padrões do Ministério da Saúde, evitando que atos cotidianos, como escovar os dentes ou tomar banho, se tornem um risco.
“Quando consumimos água de poço, por exemplo, muitas vezes esse recurso não recebe tratamento. Trata-se de um fornecimento que pode apresentar uma série de problemas, como contaminação por esgoto e metais pesados. Além disso, não passa por um rigoroso processo de controle de qualidade e, em muitos casos, acaba expondo a população a uma série de doenças de veiculação hídrica como diarreia e Hepatite A.”, afirma Pretto.

No caso de caminhões-pipa irregulares, o risco é alto. Fiscalizações frequentemente encontram tanques sem condições adequadas de higiene ou que já transportaram combustíveis, o que torna a água imprópria para consumo humano. Pela legislação brasileira, apenas veículos licenciados podem fazer esse transporte, com reservatórios exclusivos, de material atóxico, fáceis de higienizar e submetidos a protocolos rigorosos de limpeza e controle da procedência da água.
Número de testes anuais chega a 1,5 milhão
No Estado do Rio, a Águas do Rio, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 27 municípios, realiza cerca de 160 mil análises anuais em pontos da rede de distribuição e mais de 1,5 milhão de testes nas saídas das estações de tratamento. Os parâmetros monitorados incluem cor, turbidez, pH, cloro, flúor e exames bacteriológicos, conforme os padrões de potabilidade definidos pela Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde.4
Essas informações são disponibilizadas mensalmente nas faturas dos clientes, explica Diógenes Lyra, diretor de Operações da concessionária do grupo Aegea.
“A perfuração indiscriminada de poços compromete o lençol freático e afeta o equilíbrio do sistema de abastecimento. Na rede pública, todo o processo é controlado, monitorado e segue critérios rigorosos de qualidade. Nosso objetivo é garantir que a população tenha acesso à água tratada e segura,
especialmente nos períodos de maior consumo”, afirma Diógenes.
Legislação reforça controle sobfre fontes alternativas
A legislação fluminense deu um passo importante ao restringir o uso de fontes alternativas de água. No mês passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no julgamento do IRDR 0090629-83.2022.8.8.29.000, considerou ilegal a utilização de poços artesianos em imóveis já atendidos pela rede pública de abastecimento. A decisão validou o Decreto Estadual nº 40.156/2006, que enquadra como “fontes alternativas” todas as formas de fornecimento fora da rede, como poços, nascentes e caminhões-pipa.
Embora essas fontes não sejam totalmente proibidas, a regra é clara: onde há rede pública disponível, o consumo humano deve ser feito exclusivamente pela concessionária. Fontes alternativas ficam restritas a
usos que não envolvam ingestão, preparo de alimentos ou higiene pessoal e exigem outorga ambiental e laudos específicos.
Embora essas fontes não sejam totalmente proibidas, a regra é clara: onde há rede pública disponível, o consumo humano deve ser feito exclusivamente pela concessionária. Fontes alternativas ficam restritas a usos que não envolvam ingestão, preparo de alimentos ou higiene pessoal e exigem outorga ambiental e laudos específicos.



Papo furado, água dessa empresa é só cloro, algo que faz mal a saúde. Pior coisa fizeram foram privatizar a água, aos poucos as pessoas estão perdendo o direito de água, algo que pela constituição todos tem direito, porém os políticos são tão ambiciosos que venderam a água e o povo que se lasque.
Água de péssima qualidade,vem com esse discurso político, além da água com péssima qualidade nas torneiras o administrativo da empresa vive achacando a população com multas e cobranças exorbitante, não sei se é mà vontade do funcionário ou é orientado a trabalhar dessa forma. Ex cortando água aonde as contas estão pagas e colocando mais residência aonde só tem uma.
água marrom da cedae, faz bem?
bando de safados, vários bairros do RJ estão sem água devido a cabeceira do rio guandu está poluída de esgoto, toda vez que fizer 40 graus será reduzido o tratamento de água.
a população faz papel de palhaço.
Só enrolando as pessoas dizendo que água de posso é contaminada,se fosse assim o posso da minha mãe já tinha matado todo mundo lá na casa dela,conversa fiada demais
Em Belford roxo baixada fluminense ,bairros como Miguel couto possuem ruas inteiras sem o abastecimento por concessionária “cedae”,obrigando aos locais fazerem o uso desta alternativa como única fonte para abastecer suas casas.
Aí a pergunta ?
O que o governo fará para resolver isto ?
Todo mundo sabe que quem trata a água ainda é o estado e a aguas do rio só efetia a distribuição, o mesmo ocorre com a rede elétrica. A conscientização da população de que o tratamento é distribuição da água não pode ser privatizado pois é item essencial a vida é não deve ser gerido a modo a enrriquecer os mais ricos, que é a minoria da população. Os políticos, egoísta e individualistas, efetua declarações de modo a convencer a população que vai melhorar e no final, nada melhora, só para eles. O recurso da venda da ” CEDAI ” não gerou melhora alguma para população. a mídia informa exatamente ao contrário e é ratificado pela grande quantidade de números de processos judiciais, péssimo serviço prestado , inúmeros relatos dos sites RA e consumidor.gov. isso só irá mudar quando a população espelhar sua insatisfação e vulnerabilidade na votação. Ano que vem tem! Não votem em quem votou a favor da concessão! Concessão essa que foi utilizado recursos do BNDES, nosso próprio dinheiro, para a aquisição . Absurdo!
Pura enganação. Água caríssima e de péssima qualidade. Cloro e Barro puro. Só não deixam cavar poços porque não conseguem cobrar … Só mais uma forma de arrecadação. Daqui a pouco vão cobrar taxas para população respirar…
Exatamente. Essas matérias são pagas pela empresa Águas do Río. A água é barrenta e de péssima distribuição. Distribuí por 10 dias e corta 20 dias. Mas, a cobrança vem cheia, com 32 dias. E um mês tem até 31 dias. O que falta mesmo é um governador que não seja corrupto. E deputados idem. Porém, o que vemos é um governo estadual totalmente entregue ao crime organizado. Ano que vem devemos retirar todos candidatos e políticos do PL, União Brasil, PP e PSDB que fazem a maioria e estão envolvidos com o crime organizado.
Aguas do rio um bando. De aproveitadors, prestam serviço de péssima qualidade
Aqui em Maricá poucas residências são servidas por rede de água da CEDAE, moro no Centro da cidade, pir exemplo, e não tenho rede de abastecimento. De um ano pra cá passaram a me enviar contas.
Eles não cumprem o que diz a lei.
Deve ter custado bem caro essa matéria, mas podem cobrar bem caro, eles estão com muito dinheiro, estão roubando a população na cara dura