Vice-presidente de Futebol do Flamengo, o vereador Marcos Braz (PL) apareceu de surpresa no jantar do presidente Rodolfo Landim com Eduardo Paes (PSD), no qual o prefeito disse o que todo rubro-negro queria ouvir: “se a Caixa não vender, vai desapropriar o terreno do Gasômetro para o clube construir seu estádio”.
Aliado do deputado federal Alexandre Ramagem (PL), adversário de Paes na disputa pela prefeitura, Braz não era esperado (ao menos, pelo prefeito) reunião da noite desta segunda-feira (27). Acabou de escanteio, no restaurante, como um urubu fora do ninho.
Percebendo ou não a presença do “estranho”, Paes logo deu um jeito de dar um recado sobre o lado em que está. Sempre próximo do diretor de relações externas do Flamengo e pré-candidato a vereador Cacau Cotta (MDB), questionou: “Não vai ter novela, não é, Cacau?
Com a deixa, Braz saiu à francesa.
Os rubro-negros até gostaram do que ouviram.
Mas sempre tem um rival para lembrar que Paes está prometendo o que pode não conseguir cumprir.
A Caixa Econômica Federal não é uma empresa de economia mista, daí que seria preciso um decreto presidencial autorizando a desapropriação. Foi o que disse o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), quando o município de Itaguaí tentou desapropriar um terreno da Caixa, em 2012.
Mas, a prefeitura diz que pode sim, porque o terreno não é da Caixa — e sim de um fundo gerido por ela. Então, não precisa da autorização da presidência.
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça manteve, por unanimidade, a condenação da ex-deputada Flordelis a 50 anos e dois meses de prisão pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado a tiros em 2019 na residência do casal em Niterói.
O colegiado confirmou a sentença do tribunal do júri de 2022. Flordelis foi responsabilizada por homicídio triplamente qualificado, homicídio duplamente qualificado tentado, associação criminosa armada e uso de documento falso.
Os ministros também preservaram a decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), que determinou novo julgamento para a neta e dois filhos adotivos da ex-deputada, anteriormente absolvidos em primeira instância.
A defesa de Flordelis tentou anular a condenação sob a alegação de irregularidades processuais e falhas na fundamentação das qualificadoras do crime. A relatora do processo no STJ, no entanto, destacou que a anulação de atos processuais exige comprovação de prejuízo concreto.
Flordelis está presa no Instituto Penal Talavera Bruce, localizado no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão de processos judiciais em todo o país que discutem a locação de imóveis por curta temporada em condomínios por meio de plataformas digitais como o Airbnb. A paralisação vale até o julgamento definitivo do tema.
O relator do caso no STJ, ministro Raul Araújo, destacou a existência de dezenas de decisões semelhantes no tribunal envolvendo e defendeu que a fixação de uma tese obrigatória vai trazer maior segurança jurídica.
A controvérsia central do processo consiste em saber se a regra padrão dos condomínios de destinação residencial é suficiente para proibir aluguéis de curta temporada ou se o documento de cada complexo residencial precisa citar expressamente que a prática é proibida.
O STJ possui o entendimento consolidado de que a restrição residencial genérica já desautoriza o uso para plataformas de hospedagem. Conforme a jurisprudência da Corte, a liberação desse tipo de aluguel depende de aprovação prévia em assembleia, com quórum qualificado de dois terços dos condôminos.
Projeto que tramita na Câmara do Rio prevê regulamentação de plataformas como Airbnb
A decisão se relaciona com um projeto de lei em tramitação na Câmara do Rio. A proposta, de autoria do vereador Salvino Oliveira (PSD), prevê a regulamentação das plataformas de hospedagem de curta duração, como Airbnb e Booking.com, no Rio. Em 2025, o Legislativo criou uma comissão especial para discutir o assunto; o grupo deu parecer favorável ao projeto de lei, que ainda tramita na Casa.
Agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) prenderam, na noite de quinta-feira (17), um homem que cobrou R$ 1 mil por um biscoito Globo e um biquíni para um turista colombiano na altura do Posto 3, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio.
Após perceber a fraude na maquininha, a vítima perseguiu o homem, identificado como Pedro Lucas Clemente do Nascimento, de 30 anos, pela faixa de areia. Os agentes perceberam a movimentação e conseguiram deter o suspeito ainda na praia.
O autor do crime e a vítima foram levados para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon. Ele foi detido por estelionato com emprego de cartão de crédito.
O governo do estado do Rio e a Secretaria de Polícia Penal, junto ao Ministério Público e Defensoria Pública, assinaram, nesta quinta-feira (17), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para ampliar o número de vagas no sistema prisional fluminense. O acordo prevê investimentos nos próximos três anos, com construção de novos presídios e a abertura de 5.128 vagas até o fim de 2028.
A medida faz parte do Plano Pena Justa, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, no que diz respeito às condições de habitabilidade dos estabelecimentos prisionais e do cumprimento adequado da execução penal.
Obras em Bangu 11
Neste primeiro momento, o acordo vai possibilitar a finalização da obra do presídio Bangu 11, no Complexo de Gericinó, em Bangu, e o aumento de 500 vagas no sistema prisional. A previsão de entrega é dezembro deste ano. O investimento de R$ 33 milhões é do Fundo Especial do Tribunal de Justiça do Rio.
Paralelamente, outras duas unidades prisionais começam a ser construídas também no Complexo. Juntas, vão disponibilizar mais 1.280 novas vagas no sistema. O investimento será de R$ 140 milhões, sendo R$ 70 milhões do governo do estado e os outros R$ 70 milhões do Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Falta de vagas
Atualmente, o sistema prisional do estado conta com 26.394 vagas. O número foi readequado recentemente para seguir as diretrizes do Plano Pena Justa, que estabelece parâmetros para as condições dos presídios, a segurança pública e as ações de ressocialização.
A última unidade construída no estado foi o Instituto Penal Santo Expedito, atual Presídio Djanira Dolores de Oliveira, em 2019. A unidade feminina fica localizada em Bangu.
O Salão Assyrio, um dos espaços mais tradicionais do Theatro Municipal do Rio, recebe a partir desta sexta-feira (19) a quarta edição do Festival Oficina de Ópera. A iniciativa aposta na formação de novos profissionais do setor lírico e abre espaço para que jovens artistas e técnicos assumam funções de destaque em produções da temporada.
A programação inclui as montagens Cenas da Coroação de Poppea, inspirada na obra de Claudio Monteverdi, e Il Campanello, comédia de Gaetano Donizetti. Os espetáculos integram o calendário oficial do Municipal.
Mais do que apresentações ao público, o festival funciona como um ambiente de formação para diretores, cenógrafos, figurinistas, iluminadores, técnicos e cantores em início de carreira. A proposta é permitir que novos profissionais desenvolvam projetos próprios sob orientação de nomes experientes da instituição.
“Ter a oportunidade de assinar um título nesse theatro maravilhoso é um privilégio. Esse é um mercado pequeno e restrito a um número reduzido de especialistas”, afirma a diretora cênica Ana Vanessa, responsável por Cenas da Coroação de Poppea.
A iniciativa chega à quarta edição após produções como La Serva Padrona, de Giovanni Battista Pergolesi, Le Villi, de Giacomo Puccini, Dido e Aeneas, de Henry Purcell, e a ópera brasileira Candinho, de João Guilherme Ripper.
Formação nos bastidores
Um dos diferenciais do projeto é o foco nos profissionais que atuam fora dos holofotes. Ao colocar jovens talentos para assinar cenários, figurinos, iluminação e direção, o festival busca contribuir para a renovação de um setor tradicionalmente restrito.
“O Festival Oficina de Ópera é uma iniciativa maravilhosa e pavimenta mais um quilômetro na minha caminhada”, diz Pedro Roth, que assina a direção de Il Campanello após atuar como assistente em outras produções.
Enquanto a Sala de Espetáculos do Theatro Municipal recebe a programação principal da temporada, incluindo Cavalleria Rusticana, o Salão Assyrio se transforma em palco para montagens de menor porte, em formato mais próximo do público.
Patrocinado pela Petrobras, o Festival Oficina de Ópera integra as ações de formação e difusão cultural desenvolvidas pelo Theatro Municipal ao longo da temporada.
Um galpão usado para serviços internos da Rede Globo, na Rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico, dará lugar a um empreendimento de luxo com seis residências, conduzido pela Fator Realty. O projeto prevê que cada casa tenha cerca de 450 m².
O projeto está em fase final de aprovação junto aos órgãos responsáveis. Já as obras devem começar no ano posterior à aprovação e lançamento do projeto residencial. O galpão ainda está de pé, mas a área do terreno já passou por limpeza vegetal.
Morreu nesta sexta-feira (18), aos 94 anos, Samira Matheus Oliveira, mãe do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). A informação foi confirmada pela equipe do candidato; a causa da morte não foi divulgada. Samira faleceu em em Campos dos Goytacazes, terra natal do político.
Por conta do luto, Garotinho cancelou a agenda oficial de campanha para esta sexta em Duque de Caxias. Ele viaja para Campos para acompanhar o velório e o sepultamento da mãe.
“Em virtude do falecimento, toda a agenda prevista para esta data está cancelada. Neste momento de dor, a família agradece as manifestações de carinho e solidariedade e pede a compreensão de todos”, informou, em nota, a equipe do candidato.
A sexta-feira chegou trazendo poucas movimentações ao Palácio Guanabara. O governador em exercício Ricardo Couto passou em branco no Diário Oficial e não assinou nenhuma exoneração ou nomeação. Em contrapartida, a Casa Civil concentrou as movimentações do dia e fechou o balanço da rodada com 23 publicações de rotina.
Entre as principais mudanças, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico foi a que mais ganhou reforços, com três novos nomes. O Detran-RJ e a Secretaria estadual de Educação também tiveram destaque, com duas nomeações cada.
A calmaria da rodada reforça o cenário de que a onda de demissões que marcou o início da gestão de Couto perdeu força. No balanço das publicações da Casa Civil, as nomeações ficaram à frente das exonerações: foram 14 contra 8, além de um ato tornado sem efeito.
Com Couto zerado nas movimentações e as exonerações em ritmo bem mais contido, o Executivo fluminense chega ao fim da semana com o placar definido e um respiro depois dos dias de intensa movimentação no Diário Oficial.
Em mais uma troca de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, as investigações revelaram um esquema para reservar e estruturar a hospedagem de um “ministro” identificado como “KN” no Rio durante o carnaval de 2025. De acordo com os arquivos, o empresário teria reservado uma casa no Joá, na Zona Sudoeste, que pertence ao ator Márcio Garcia.
A Polícia Federal desconfia que “KN” seja o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques.
Um dos responsáveis pela articulação com Vorcaro foi o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
A hospedagem na mansão durante o carnaval teria custado cerca de R$ 1,45 milhão. Além da hospedagem, o banqueiro articula os serviços oferecidos aos hóspedes, entre eles: chef de cozinha, garçons, motoristas à disposição, e bebidas caras, como Whiskey Macallan 12, Sassicaia, Chablis, Moët Chandon e Dom Pérignon.
O outro interlocutor que articula os detalhes com o empresário é Léo Serrano Giunchetti. Segundo ele, Newton Ramos pediu uma pulseira para a área Vip do carnaval, o que Vorcaro disse que podia liberar. O desembargador teria pedido, ainda, uma forma de “KN” entrar no camarote “sem passar no normal”, o que dispensaria a entrada tradicional no evento.
Casa reservada por Vorcaro no Rio é avaliada em R$ 250 milhões
A casa reservada para “KN” tem cerca de 6 mil m² e vista panorâmica, além de ficar localizada nas proximidades da Pedra da Gávea. No imóvel, há um gramado para minigolfe no terreno, academia completa, piscina semiolímpica e sistema de segurança avançado. A mansão é avaliada em em R$ 250 milhões.
Operação Foco apreende carga irregular de cigarros; chefe de gabinete da deputada Sarah Pôncio foi ao posto, em carro com placa da Alerj, para pedir informações
ATUALIZAÇÃO às 11h, com nota da deputada Sarah Pôncio. A íntegra está no fim da reportagem.
Agentes da Operação Foco, do Gabinete de Segurança Institucional do Estado (GSI-RJ), apreenderam, nesta quarta-feira (16), uma carga com 5.700 maços de cigarros com irregularidades no Posto Fiscal de Nhangapi, em Itatiaia, no Sul Fluminense. A ação teve a participação da Secretaria de Fazenda.
A abordagem foi realizada por agentes do GSI-RJ a partir de dados de inteligência. Ao passar pela área externa às cabines de fiscalização, o utilitário recebeu ordem de parada dos agentes da Operação Foco. Durante a averiguação, foram identificadas inconsistências na documentação e divergências relacionadas à procedência da carga.
A mercadoria ficou retida e será encaminhada à Receita Federal.
Empresa remetente tem como sócio ex-marido de deputada
Na quinta-feira (17), um dia após a apreensão, Douglas Rodrigues Barros, chefe de gabinete da deputada estadual Sarah Pôncio (Solidariedade), esteve no posto fiscal em um veículo com placa da Assembleia Legislativa (Alerj) para pedir informações sobre o ocorrido.
O crachá do chefe de gabinete de Sarah Pôncio, que foi, em carro oficial da Alerj, ao posto de fiscalização obter informações sobre a apreensão de cigarros – Foto: Divulgação
A documentação relacionada à carga aponta como remetente uma empresa que tem entre seus sócios Jonathan Couto de Souza, ex-marido da deputada Sarah Pôncio e ex-genro do pastor Márcio Pôncio, pai da parlamentar.
A ação em Nhangapi foi direcionada por informações de inteligência. A Operação Foco, em conjunto com a Sefaz-RJ, atua de forma permanente no combate ao crime organizado e no controle e na fiscalização das divisas do Estado do Rio de Janeiro.
O que diz Sarah Pôncio
A assessoria da deputada enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra:
“A deputada Sarah Pôncio esclarece que não teve conhecimento prévio nem autorizou qualquer atuação de Douglas Rodrigues Barros, chefe de gabinete, relacionada ao episódio ocorrido em Itatiaia.
Douglas Rodrigues Barros mantém uma relação pessoal de amizade com Jonathan Couto e, segundo informou, estava na região quando foi procurado para buscar informações sobre o ocorrido. A iniciativa foi de caráter pessoal, sem solicitação, participação ou conhecimento da parlamentar.
Sarah tomou conhecimento do episódio posteriormente e determinou a apuração das circunstâncias.
A deputada não participou de qualquer contato, solicitação ou tratativa relacionada ao caso.
O mandato reafirma que nenhuma estrutura institucional deve ser utilizada para tratar de interesses particulares sem o conhecimento ou a autorização da parlamentar”.
Comentários 1
Notas precisas e com muito conteúdo. Nunca deixo de ler. Parabéns@