O prefeito Eduardo Paes (PSD) ainda tem esperanças de usar a segunda vaga ao Senado para atrair novos parceiros na aliança rumo à disputa pelo governo do estado — já que a primeira tem dona, a deputada federal Benedita da Silva (PT).
Paes não abre — e também não fecha — a porta nem para o seu braço-direito e mais fiel colaborador, o presidente estadual do PSD e deputado federal Pedro Paulo. Mas, enquanto não decide como fará para controlar o vento da política, as pré-candidaturas vão pipocando na coligação.
Além de Benedita e Pedro Paulo, são já declarados aspirantes ao Senado Miro Teixeira, pelo PDT; Helena Vieira, pelo PSDB; e Marcos Dias, pelo Podemos. Isso para ficar só na aliança oficial.
Partidos de esquerda temem esvaziamento da Benedita
A inflação de nomes começa a preocupar os aliados. Nos cálculos dos partidos de esquerda (que ainda têm Mônica Benício, do PSOL, no páreo), a pulverização de candidaturas só interessa ao lado adversário.
Com a divisão no campo dito progressista, Benedita — que está na frente, segundo recentes pesquisas de intenção de votos — pode deixar de reinar soberana.
E ver escorrer para outros candidatos o voto de uma turma mais ao centro.

