A onda de exonerações no Rioprevidência, após o escândalo envolvendo aplicações milionárias no Banco Master, continua. Nesta terça-feira (10), foi a vez de dois gerentes do fundo previdenciário estadual. O governador Cláudio Castro (PL) assinou a saída de servidores responsáveis pelo controle interno e pela administração da autarquia, que faz a gestão das aposentadorias de funcionários públicos do estado.
Foram exonerados a advogada Barbara Schelble, que integrava a Gerência de Controle Interno e Auditoria, e Oberdan Pereira Manoel Junior, gerente de administração que fazia parte da Diretoria de Administração e Finanças da autarquia. No último dia 28 de janeiro, Castro exonerou o diretor do mesmo setor, Alcione Soares Menezes Filho.
Ex-presidente do Rioprevidência foi preso pela PF
Na semana passada, Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da autarquia, foi preso em uma operação conjunta das polícias Federal e Rodoviária Federal. Antunes, que também foi exonerado por Castro no mês passado, é investigado por gestão fraudulenta, corrupção e desvio de recursos.
Agentes da PF investigam nove aplicações feitas pelo Rioprevidência entre 2023 e 2024, que somam quase R$ 1 bilhão, em títulos de alto risco do Banco Master. Segundo as investigações, esses investimentos não possuíam cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ignoraram critérios básicos de segurança, colocando em risco o patrimônio destinado ao pagamento de 235 mil aposentados e pensionistas.
As irregularidades já haviam sido sinalizadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que acompanhava as movimentações há mais de um ano por conta do perfil de risco dos ativos. Em outubro de 2025, a Corte chegou a emitir um alerta formal sobre a irresponsabilidade na gestão dos recursos e proibiu o Rioprevidência de realizar novos aportes em papéis administrados pela instituição financeira.


