A comemoração pelos 212 anos de Maricá deu um upgrade e ganhou status de megaevento na gestão do prefeito Washington Quaquá (PT). Levantamento feito a partir de atos publicados no Diário Oficial do Município mostra que a prefeitura destinou R$ 3.319.049,32 para contratações ligadas à programação festiva da cidade, entre cachês de artistas nacionais, shows e serviços comemorativos.
No ano passado, o aniversário de Maricá já havia custado quase R$ 2 milhões em cachês de artistas. Em 2026, o valor saltou para R$ 3,3 milhões
A maior fatia foi, mais uma vez, para os cachês artísticos. Ludmilla aparece no topo da lista, com R$ 650 mil. Na sequência vêm Emicida, com R$ 450 mil, e Ferrugem, com R$ 400 mil.
Também estão entre os principais contratos Paulinho da Viola (R$ 380 mil), Xamã (R$ 350 mil), Os Paralamas do Sucesso (R$ 350 mil) e Fafá de Belém (R$ 225 mil). Artistas e bandas locais também integraram a programação, com valores menores, variando entre R$ 2,5 mil e R$ 15 mil.
As contratações foram feitas, em sua maioria, por inexigibilidade de licitação, com base no artigo 30 da Lei Federal nº 13.303/2016. O argumento apresentado pelo município é o de inviabilidade de competição, por se tratar de artistas representados com exclusividade.
O pacote de gastos do aniversário não ficou restrito aos palcos. Publicação no Diário Oficial de 19 de maio mostra que a Câmara Municipal de Maricá também autorizou uma contratação por dispensa de licitação no valor de R$ 63.349,32 para serviço de bufê voltado à sessão solene comemorativa pelo aniversário da cidade.
A soma dos contratos reacendeu críticas de opositores ao volume de recursos públicos destinados a eventos na cidade, impulsionada pelos royalties do petróleo. Já o governo municipal sustenta que os shows movimentam a economia local, fortalecem o turismo e ampliam o acesso da população à cultura.
COM FÁBIO MARTINS







