O PSOL não vai lançar candidatura própria à presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e deve apoiar o deputado Vitor Júnior (PDT), alinhando-se ao campo progressista na disputa. A decisão foi tomada em reunião da bancada realizada na tarde desta quinta-feira (16), segundo informou a líder do partido, Renata Souza, ao TEMPO REAL.
O partido avaliou que a eleição ocorre em meio a instabilidade política e jurídica, diante da expectativa de uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a sucessão e eleição para o governo do estado.
“Nós entendemos que, hoje, a eleição acontece de uma maneira atabalhoada (…) e defendemos que nem deveria haver eleição neste primeiro momento, até se esgotar o julgamento. Mas também compreendemos que há um movimento para realizar a eleição a qualquer custo dentro da Alerj”, afirmou Renata.
Mesmo com a crítica ao momento da disputa, a sigla decidiu não apresentar candidato próprio e apoiar um nome do campo progressista para tentar formar maioria.
“O PSOL vai manter sua coerência contra esse grupo que levou o Rio de Janeiro a esse cenário. Com essa posição de não lançar candidatura e apoiar o campo progressista, estamos convictos de que é possível construir uma alternativa para retirar esse grupo do poder, tanto na Alerj quanto no Executivo”, disse a deputada.
A eleição para a presidência da Alerj está marcada para acontecer nesta sexta-feira (17), às 11h.
Decisão acompanha rearranjo da oposição na Alerj
A mudança de posição ocorre após o partido, na última semana, ter anunciado a intenção de lançar candidatura própria como “alternativa à direita bolsonarista”, em referência ao deputado Douglas Ruas (PL), eleito na sessão posteriormente anulada pela Justiça do Rio.
Já nesta quinta-feira (16), o partido optou por não assinar a nota conjunta divulgada pela manhã por siglas reunidas com o PSD.
Mais cedo, aliados do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) definiram o encaminhamento do grupo: caso a votação para a presidência da Alerj seja secreta, o apoio será ao deputado Vitor Júnior (PDT). Se o modelo for aberto, a avaliação é de que o processo pode sofrer pressões, e a possibilidade considerada é de esvaziamento do plenário.

