Moradores de Botafogo, na Zona Sul do Rio, protestam neste sábado (28) contra a desapropriação do imóvel da Rua Barão de Itambi, 50, onde funcionava um supermercado. O local será destinado à construção de um novo centro de tecnologia da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O ato ocorre em frente ao prédio e reúne vizinhos contrários ao decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD), que declarou o imóvel de utilidade pública para fins de renovação urbana. Cartazes exibidos durante a manifestação reforçam o tom das críticas: “não existe interesse público sem ouvir a população”.
Decreto da Prefeitura travou chegada de novo supermercado e acirrou críticas de moradores sobre falta de diálogo
A controvérsia começou depois que uma unidade do supermercado Pão de Açúcar deixou o ponto. A rede Supermercados Mundial já se preparava para assumir o espaço, que pertence ao Grupo Sendas, quando a prefeitura publicou o decreto de utilidade pública.
Com a medida, o imóvel passou a ser destinado à desapropriação por meio de hasta pública, o que interrompeu a mudança. Para moradores, a decisão teve impacto direto na oferta de serviços do bairro e foi tomada sem consulta prévia à comunidade.
Além da crítica à falta de diálogo, parte dos manifestantes questiona o uso da hasta pública. Segundo eles, o instrumento não deveria ser aplicado a um imóvel que estava em funcionamento e com negociação em curso. Na sobreloja ainda funciona uma academia.
Projeto prevê prédio de seis pavimentos com supercomputador e áreas voltadas à pesquisa e inovação
A proposta apresentada pela FGV prevê a construção de um edifício de seis pavimentos no local. O projeto inclui subsolo técnico para abrigar um supercomputador e espaços voltados à pesquisa, laboratórios e inovação. Também estão previstos ambientes abertos ao público, como galeria de arte, biblioteca e café.
A instituição sustenta que a iniciativa criará um polo de tecnologia e conhecimento na região, reforçando a vocação acadêmica e empresarial do entorno.
Com informações do “RJ1”.


Muito conveniente essa desapropriação, afinal a FGV possui vários imóveis na região, e o referido imóvel fica entre dois prédios da Fundação. Caso seja feita a desapropriação e a construção do tal centro de pesquisas, funcionários da FGV não precisarão mais ter que sair de um prédio e andar na rua até o outro.
Como eu disse, muito conveniente….
Inclusive, não sei se você sabe, mas o supermercado antigo dava passagem entre os dois prédios e já era usado por alunos e funcionários para este fim.
O Eduardo Paes é um conversinha, ele está sempre no lado errado, ele se aproveitou do problema crônico que é a segurança pra criar mais uma ” força” como se fosse a solução. Fala muito e faz pouco, muita força na garganta.
NAO ESCUTA O POVO, MAS O POVO CONTINUA SEM APRENDER…LEVA NA CARA, E CONTINUA AO LADO…LOGO , NAO RECLAMEM DEPOIS
Você acha que é uma coisa ruim que alunos e funcionários… e os ALUNOS… de uma das melhores universides do país possam transitar entre os três prédios? Realmente né, era só construir no porto maravilha, a 30 minutos do local e sem transporte público fácil.
FGV construiu um prédio fora dos padrões da época dizendo ser para salas de aula e hoje aluga para empresas. Por que não usam o prédio para essa finalidade?
Quem vai na rua protestar por um SUPER MERCADO??? Achei estranho isso