O Procon Carioca notificou, nesta segunda-feira (9), a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) por falhas na prestação do serviço essencial de abastecimento de água, que atingiram milhões de consumidores na Região Metropolitana do Rio. A empresa tem prazo de 48 horas para apresentar esclarecimentos, sob pena de multa.
A notificação foi motivada por uma sequência de incidentes operacionais registrados na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu desde o dia 5 de fevereiro. Os problemas resultaram em uma redução drástica da produção de água e na interrupção do fornecimento em diversas cidades, incluindo a capital fluminense.
Falhas no abastecimento de água atingiram diversas famílias do Rio
Além do desabastecimento prolongado, consumidores relataram danos materiais significativos, como a invasão de residências e estabelecimentos comerciais pela força da água, veículos danificados e prejuízos a comércios e serviços essenciais.
“Estamos falando de um serviço essencial e inegociável. A água é um direito básico e indispensável para a saúde, para a higiene e para a dignidade das pessoas. Milhões de moradores ficaram sem abastecimento por dias, enfrentando transtornos graves na rotina diária. Uma situação como essa não pode ser tratada como algo normal”, afirmou o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires.
Órgão municipal cobrou da Cedae um plano de ressarcimento e compensação
De acordo com o órgão, mesmo após a divulgação de que os reparos haviam sido concluídos, novos vazamentos foram registrados no complexo da ETA Guandu e em adutoras de Duque de Caxias. Entre os atingidos estão grupos vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes, pessoas com deficiência e pacientes em unidades de saúde.
O Procon Carioca cobrou ainda da Cedae um plano de ressarcimento e compensação automática nas contas, além de esclarecimentos sobre os danos causados, as falhas no Sistema Guandu, o prazo para normalização do abastecimento e medidas de manutenção preventiva

