Um mês e meio depois de o ex-governador Cláudio Castro anunciar que desistiu de disputar a eleição para o Senado, o PL decidiu quem fica com a vaga na chapa de Douglas Ruas. O senador Flávio Bolsonaro escolheu o colega de plenário Carlos Portinho — que vai às urnas, em outubro, em busca da reeleição.
Portinho havia sido preterido por Castro, e já planejava integrar a nominata do portido para deputado federal. Mas quando o ex-governador desistiu, seu nome voltou ao centro das atenções. Também estavam no páreo os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.
A ideia de levar Sóstenes à disputa, no entanto, foi criticada pelo próprio padrinho político do moço, o pastor Silas Malafaia, fundador e líder da Assembleia em Deus Vitória em Cristo. “É furada”, disse Malafaia. Jordy, no entanto, permaneceu na briga até o fim.
O deputado federal radicado em Niterói soube, nesta segunda-feira (13), que o escolhido havia sido Portinho. O senador tem menos arestas — e menos problemas com a Justiça.
Jordy já foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi investigadono inquérito sobre os atos antidemocráticos após as eleições de 2022. O parlamentar nega as acusações e classificou a operação como perseguição política.
Quem é Carlos Portinho
Carioca de 53 anos, Portinho é advogado filiado ao Partido Liberal (PL). Era o primeiro suplente do senador Arolde de Oliveira (eleito em 2018). Assumiu a cadeira em novembro de 2020, após a morte de Arolde, vítima de complicações decorrentes da Covid-19.
No Senado Federal, destaca-se por sua atuação no campo da centro-direita. Ele foi o líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado ao longo de 2022 e atua hoje como líder do PL na Casa.

