Presidente municipal do PL, Bruno Bonetti afasta os rumores de que o maior partido do Rio estaria testando nomes como os do deputado federal Eduardo Pazuello ou do economista Paulo Guedes para a disputa pelo governo do estado.
“O que o PL quer para o ano que vem é ter os dois candidatos ao Senado”, diz Bonetti.
Mas…
O moço também reconhece que, se “não houver capacidade do campo político da direita de produzir um bom candidato”, o PL pode — mais à frente, quem sabe — assumir a empreitada. O partido conta, hoje, no Rio, com 26 prefeitos, nove deputados federais, 18 estaduais e os três senadores.
“Destes, o que estiver disposto a representar a direita, estaremos com ele”, explica Bonetti. “Mas não está no jogo ter pré-candidato hoje no Rio. A gente só vai lançar alguém ao governo se for necessário”.
Bonetti, e o presidente estadual, Altineu Côrtes, garantem que tudo será combinado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio e o governador Cláudio Castro.
“E se Bacellar (Rodrigo Bacellar, o presidente da Assembleia Legislativa) conseguir viabilizar a candidatura, estaremos com ele. Até pouco tempo atrás, era o único a conseguir sustentar essa coesão. Se ele mantiver isso, continuaremos com ele”, afirma, encerrando a discussão.
Demissão de secretário fez parte do PL se afastar de Bacellar
O presidente da Assembleia Legislativa, filiado ao União Brasil, já tinha a garantia de apoio dos principais partidos da base de Cláudio Castro — entre eles, os gigantes PL e PP.
Mas, no início de julho, Bacellar exonerou o secretário estadual de Transportes, Washington Reis (MDB), enquanto Castro estava viajando. A atitude irritou parte do PL.
O governador e o presidente da Assembleia nem estão se falando. Jair Bolsonaro chegou a dizer que não apoiaria mais a candidatura de Bacellar. Flávio, mais conciliador, disse que só vai falar de eleição em 2026.