A novela envolvendo a desapropriação do imóvel na Rua Barão de Itambi, em Botafogo, ganhou mais um capítulo na Justiça. O grupo Pão de Açúcar, um dos principais do setor varejista, entrou com uma ação judicial contra a Prefeitura do Rio para questionar a legalidade da medida.
O local, que costumava abrigar um supermercado, será usado pelo município para a instalação de um novo centro de tecnologia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O imóvel pertencia ao grupo Sendas, que foi incorporado ao Pão de Açúcar, e abrigou bandeiras do grupo durante anos. Antes da desapropriação, a unidade do supermercado Pão de Açúcar já não funcionava mais no local. No entanto, o terreno iria ser usado pela rede Mundial, que pretendia inaugurar sua segunda loja em Botafogo no espaço.
Pão de Açúcar alega prejuízo de R$ 12 milhões e pede indenização
A ação judicial acusa a prefeitura de beneficiar uma entidade privada em detrimento de negócios já consolidados, uma vez que interrompeu um contrato de compra e venda do ponto comercial. Segundo os advogados do grupo, o decreto provocou um prejuízo imediato estimado em R$ 12 milhões.
O varejista pede a suspensão urgente da desapropriação e o pagamento de uma indenização por danos financeiros.
A proposta apresentada pela FGV prevê a construção de um edifício de seis pavimentos no local. O projeto inclui subsolo técnico para abrigar um supercomputador e espaços voltados à pesquisa, laboratórios e inovação. Também estão previstos ambientes abertos ao público, como galeria de arte, biblioteca e café.
Com informações do jornal “O Globo”.

