A proposta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Rocinha prevê intervenções urbanas de grande porte na comunidade, incluindo melhorias em infraestrutura, mobilidade e ordenamento territorial. O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Sydnei Menezes, destacou a importância da iniciativa e informou que o Conselho já convidou a Prefeitura do Rio para realizar uma apresentação técnica do projeto.
“Essa iniciativa anunciada para a Rocinha é muito importante, pois aparenta propor uma intervenção ampla e necessária naquela comunidade. Já convidamos a Prefeitura do Rio para realizar uma apresentação da proposta, para que possamos compreender melhor o escopo, o programa e a forma como se dará o desenvolvimento do projeto e a implantação das melhorias sugeridas”, afirmou.
Intervenções na Rocinha incluirão obras de água, esgoto, drenagem, urbanização e sistema de mobilidade
O plano do PAC Periferia Viva para a Rocinha prevê intervenções em cerca de 280 mil metros quadrados, incluindo abertura de ruas e novas vias, obras de água, esgoto, drenagem e urbanização, além da criação de um Sistema Urbano de Mobilidade e de um terminal de transporte de aproximadamente 3 mil metros quadrados para organizar o transporte local e abrigar o comércio popular.
Menezes também ressaltou a relevância de considerar estudos técnicos anteriores voltados para a comunidade, como o projeto desenvolvido há cerca de 20 anos pelo arquiteto Luiz Carlos Toledo, elaborado com a participação dos moradores e direcionado a soluções estruturais de mobilidade, infraestrutura, ordenamento espacial e acessibilidade.
“O CAU/RJ tem interesse em conhecer profundamente essa nova proposta, compreender como ela será executada e qual é seu detalhamento técnico, porque é fundamental que haja uma melhoria das condições urbanas e da qualidade de vida das pessoas que vivem na Rocinha”, declarou.
O projeto tem como base técnica o Plano Diretor da Rocinha. A próxima fase prevê a elaboração de um plano de ação participativo, no qual os moradores poderão analisar as propostas, estabelecer prioridades e sugerir ajustes de acordo com as demandas da comunidade. A iniciativa do Governo Federal, em parceria com a Prefeitura do Rio, prevê investimentos de R$350 milhões.


