Anunciado como parte do Plano Verão 2025/2026, o plano de obras para desassorear o Rio Acari, na Zona Norte, foi apresentado oficialmente pela Prefeitura do Rio neste fim de semana. Em postagem nas redes neste domingo (23), o prefeito Eduardo Paes (PSD) prometeu uma intervenção em um trecho de quase 4 km para combater o histórico de enchentes e inundações que costuma atingir a região em períodos de chuva.
Neste sábado (22), o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) visitou o local onde as ações devem começar e reiterou que a obra, prevista para ser realizada ao longo de três anos, irá começar no primeiro semestre de 2026.
“Vamos começar a dragagem para prevenir e minimizar o problema já para o próximo verão. O prefeito Eduardo Paes, em parceria com o governo federal, já garantiu os investimentos para essas obras de infraestrutura”, disse Cavaliere.
Com investimento de R$ 430 milhões, desassoreamento da Bacia do Acari faz parte do PAC
Segundo a Prefeitura, serão investidos mais de R$ 430 milhões nas ações de drenagem, saneamento e contenção do Rio Acari. A intervenção no trecho faz parte do pacote de obras que contam com recursos federais, através do novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). O financiamento da ação foi aprovado pela Câmara do Rio em setembro.
A expectativa é que moradores de nove bairros, como Fazenda Botafogo e Jardim América, sejam beneficiados com a obra. “Um dos maiores problemas que a gente tem [nessa região] são as enchentes, as inundações. Essa bacia hidrográfica representa 10% do território do município. Temos 20% da população na região da Zona Norte”, disse o secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos, que também esteve no leito do Rio neste sábado (22).
A primeira etapa vai requalificar uma das margens do Rio Acari no trecho em que ele encontra o Rio Pavuna. A segunda fase de obras só deve começar em meados de 2026. Durante as ações, a prefeitura também espera retirar cerca de 300 mil toneladas de lixo no leito da bacia.


Prefeitura Municipal,
Venho, por meio desta, apresentar reclamação formal e solicitar providências em relação aos graves problemas enfrentados pelos moradores do Conjunto do INPS de Coelho Neto, especialmente entre as antigas ruas 1 e 7, em decorrência das obras realizadas na região sem a devida avaliação dos impactos sobre a população.
Reconhecemos que a obra do metrô representou um avanço importante para o transporte público. No entanto, também trouxe prejuízos significativos para a comunidade. Na região da Estação Fazenda Botafogo/Acari, o Rio Acari ficou represado, intensificando os alagamentos. Antes, as enchentes atingiam até a Rua 3; atualmente, passaram a alcançar também as residências da Rua 4.
Na enchente ocorrida em 13 de janeiro de 2023, a força da água derrubou o muro do metrô, que não teve por onde escoar, e um veículo foi arrastado até os trilhos. Acreditamos que, na área do rio, os trilhos deveriam ter sido elevados, justamente para evitar o represamento da água e os constantes alagamentos nas casas dos moradores.
Além disso, solicitamos esclarecimentos sobre as obras realizadas no chamado “Bairro Maravilha”, especialmente nas residências localizadas no entorno da Praça Professora Virgínia Cidade, que, para nossa comunidade, infelizmente, não trouxeram melhorias, mas sim maior vulnerabilidade. Após as intervenções, as calçadas ficaram mais altas, prejudicando os moradores situados entre as antigas ruas 1 e 6.
Com as obras do Bairro Maravilha, somadas ao represamento das águas do Rio Acari, o Conjunto do INPS acabou se transformando em uma verdadeira “bacia”. Quando o rio transborda, a água se junta à que desce da região da praça, fazendo com que grandes volumes entrem nas residências.
Na última grande enchente, em 2023, minha casa ficou com aproximadamente um metro e meio de água em seu interior, causando sérios prejuízos financeiros, perda de móveis e bens, além de impactos significativos na minha saúde mental e na de minha família.
Desde então, as águas provenientes de Coelho Neto descem com grande intensidade, formando verdadeiros “rios” em períodos de chuva, ocasionando alagamentos frequentes. Soma-se a isso a instalação de canos na Avenida Brasil, que direcionam a água para a área abaixo do viaduto, contribuindo ainda mais para o acúmulo de água.
Essa situação vem causando prejuízos materiais, insegurança e impactos diretos na qualidade de vida da comunidade. Em nossa região vivem idosos, pessoas acamadas, famílias com crianças e animais domésticos, que ficam em constante situação de risco nos períodos de chuva.
Diante do exposto, solicitamos com urgência:
– Avaliação técnica detalhada da área;
– Revisão do sistema de drenagem;
– Readequação das calçadas;
– Adoção de medidas preventivas contra alagamentos;
– Acompanhamento permanente das condições da região.
Ressaltamos que nossa solicitação visa garantir condições dignas, seguras e humanas para os moradores, conforme previsto na legislação e nas políticas públicas de infraestrutura urbana.
Aguardamos providências e retorno por parte desta Prefeitura.
Atenciosamente,
Simone
Moradora do Conjunto do INPS –
Você foi cirúrgica
Falou tudo que está acontecendo.
A minha rua, a 5 alaga sem chuva, acaba a chuva aí ela começa a encher. Tenho vídeo .