O Ministério Público do Rio (MPRJ) fez, nesta segunda-feira (9), uma visita técnica ao Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em Nova Iguaçu. A ideia foi acompanhar de perto as obras de recuperação do antigo conjunto urbano, as pesquisas arqueológicas em andamento e os preparativos para a abertura do futuro Museu de Arqueologia e Etnologia da cidade — um espaço que promete tirar do papel (e do chão) parte importante da história do município.
Durante a visita, a promotora de Justiça Patrícia Gabai, responsável pela área de tutela coletiva no município, afirmou que a recuperação do espaço ajuda a resgatar a essência de Nova Iguaçu e a fortalecer a ligação da população com suas origens.
“O trabalho de recuperação devolve à comunidade a conexão com suas raízes. Já as pesquisas arqueológicas impressionam pelo cuidado técnico e pela quantidade de fragmentos encontrados, o que valoriza ainda mais a história local”, disse Patrícia.
Escavações revelam mais de 2 mil fragmentos que contam a história de Nova Iguaçu
Técnicos da Prefeitura apresentaram os trabalhos arqueológicos realizados em pontos importantes da antiga Vila de Iguassú, como a área da Casa de Câmara e Cadeia, o porto da antiga Praça do Comércio e o espaço onde funcionava o poço público — lugares que hoje ajudam a contar como a cidade se formou.
Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, mais de 2 mil fragmentos de artefatos já foram encontrados e estão sendo catalogados, trazendo à tona detalhes do cotidiano de quem viveu ali séculos atrás.
A Prefeitura informou que o Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu tem inauguração prevista para 30 de abril de 2026. O espaço vai receber eventos, atividades culturais e ações educativas, unindo história, cultura e turismo — e abrindo novas portas para quem quer conhecer melhor o passado da cidade.

