Pelo menos três empresas participam, nesta segunda-feira (30), do leilão de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio. A abertura dos envelopes acontece às 15h na bolsa de valores B3, em São Paulo, com lance mínimo fixado em cerca de R$ 932 milhões.
Além da atual administradora do aeroporto — a concessionária RIOgaleão, formada pelas empresas Changi e Vinci — também serão analisadas propostas das gestoras Aena, da Espanha; e Zurich, da Suíça. O certame marca a saída definitiva da Infraero, que atualmente detém 49% da sociedade.
O vencedor do leilão vai assumir 100% da operação do Galeão até 2039, herdando as dívidas do terminal aéreo. O Governo Federal projeta arrecadar até R$ 1,5 bilhão com a nova outorga.
Novo contrato do Galeão inclui mudanças na forma de pagamento e mecanismo para evitar ‘tensão’ com Santos Dumont
O leilão vai acontecer já sob um novo modelo do contrato de concessão, homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado. Entre as principais mudanças do novo acordo, está a substituição de pagamentos fixos por uma contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto.
Além disso, a futura concessionária não vai precisar construir uma terceira pista, exigência que estava presente no contrato de 2013. A medida foi excluída do acordo por ser considerada incompatível com a demanda atual do Galeão e para garantir o reequilíbrio econômico do aeroporto. O pacto também encerra litígios bilionários entre a atual concessionária e a União.
Para garantir a viabilidade do Galeão como “hub” internacional de voos, o novo acordo inclui um mecanismo de compensação financeira caso o Aeroporto Santos Dumont ultrapasse limites operacionais. No final do ano passado, a operação dos dois terminais já foi motivo de disputas entre a Prefeitura do Rio e a Anac.
Em 2025, o Galeão registrou a passagem de 17,9 milhões de passageiros — um crescimento de 23,4% em relação ao ano anterior. Apesar da alta, o terminal ainda opera abaixo de sua capacidade total, estimada em mais de 30 milhões de usuários por ano, o que indica margem para expansão.

