Uma das famílias mais influentes do carnaval — e do jogo do bicho — no Rio foi convocada a prestar depoimento para a Justiça depois que a folia acabar. O contraventor Rogério de Andrade e seu filho, Gustavo Andrade, serão interrogados pela 1ª Vara Criminal Especializada do Rio no próximo dia 2 de março.
A audiência deve ouvir a dupla sobre uma nova denúncia contra a família feita pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), que os acusa de ligação com a operação de um bingo clandestino no Recreio. A sessão acontece às 15h. Rogério, que cumpre pena no Presídio Federal de Campo Grande (MS), vai participar da audiência por uma chamada de vídeo.
Gustavo, que foi preso em 2022, está em liberdade desde 2023 por conta de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e, por isso, vai comparecer pessoalmente ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) para a audiência, que acontece a partir das 15h.
Filho de Rogério de Andrade assumiu a presidência da Mocidade Independente
A audiência com pai e filho vai acontecer apenas alguns dias após Gustavo substituir Rogério de Andrade em uma das principais atividades da família: o comando da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. O sucessor do contraventor participou de seu primeiro desfile como presidente da agremiação nesta segunda (16).
O novo patrono da escola tem 35 anos, é formado em medicina e, apesar da ligação da família com o carnaval, ainda não tinha se envolvido com a gestão da Mocidade. Ele substitui a vice-presidente do jurídico, a advogada Valéria Stelet, que respondia pela presidência da agremiação desde a prisão de Rogério, patrono da escola, e de Flavio Pepê, presidente, que também foi detido.
Responsável por coordenar o jogo do bicho em diferentes regiões do Rio, Rogério de Andrade está preso desde outubro de 2024. Sobrinho e aliado do falecido bicheiro Castor de Andrade, ele é acusado pela morte de Fernando Iggnácio, genro de Castor, com quem disputava a herança e o controle da contravenção deixada por ele. A disputa entre os dois deixou pelo menos 50 mortos entre 1999 e 2007, segundo a Polícia Federal.
Com informações do jornal “O Globo”

