Alvo de perseguição em São Gonçalo na madrugada desta terça-feira (17), o secretário de Defesa do Consumidor do Rio, João Pires (PSD), já tinha segurança reforçada antes do episódio, segundo a prefeitura. O reforço solicitado por Pires incluía o carro blindado em que ele estava, que é fornecido pelo município.
Em entrevista coletiva sobre a Força Municipal nesta manhã, o prefeito Eduardo Paes (PSD) comentou o episódio relatado pelo secretário. João Pires foi seguido por mais de dois quilômetros na rodovia RJ-106. Segundo ele, criminosos apontaram um fuzil na direção dele. O secretário — que estava sozinho no carro — só conseguiu escapar da perseguição após parar em um posto de combustíveis, na altura do bairro Rio do Ouro. Na fuga, chegou a bater numa van e derrubou uma bomba de abastecimento.
Paes disse que o secretário é agente público que “vem demandando” da prefeitura um cuidado especial.
“É um agente público que tem agido com muita força e competência contra essa máfia de postos de combustíveis. São reiteradas as ameaças que o secretário João Pires recebe. Esse tipo de atentado mostra que estamos no caminho certo. Se a polícia técnica identificar que foi um roubo, espero que a polícia trabalhe para evitar os roubos na região. Se for um atentado, que se busque quem são os personagens que cometeram esse atentado”, disse o prefeito.
Mais cedo, nas redes sociais, Paes já tinha classificado o episódio como uma “vergonha” e chegou a citar o governador Cláudio Castro (PL), com quem vem trocando farpas nos últimos dias.
“Esperamos uma resposta eficiente e rápida da Instituição Polícia Civil. Sabemos que da turma que faz política e persegue adversários políticos do governo Cláudio Castro não se pode esperar muito. Mas confiamos na absoluta maioria de homens e mulheres que não se curvam ao crime e à politicagem”, escreveu Paes, sobre o caso de João Pires.
A 75ª DP (Rio do Ouro) está investigando o caso.
Com informações do portal “g1”.

