O governo do Rio pediu mais 20 dias úteis para apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as imagens registradas pelas câmeras corporais de policiais que atuaram na megaoperação da Penha e do Alemão, na Zona Norte. Na última sexta-feira (06), a Secretaria de Segurança Pública e a Procuradoria do Estado do Rio solicitaram uma ampliação do prazo para garantir uma estratégia de envio seguro dos arquivos.
A ordem para enviar as imagens foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes na última quarta-feira (04), no âmbito da chamada “ADPF das Favelas”. Antes do envio ao STF, Moraes pediu que os arquivos passassem por perícia e emissão de laudo técnico.
Segundo o governo estadual, o volume de dados audiovisuais relacionados à operação demandaria “procedimentos técnicos de consolidação, organização e verificação da integridade” que exigem um pouco mais de tempo.
A decisão do STF também determinou que o Ministério Público do Rio (MPRJ) esclareça sua participação em todas as fases da operação policial, que terminou com a morte de mais de 120 pessoas em outubro do ano passado.
STF também cobra respostas sobre plano de reocupação territorial no Rio
No mesmo despacho em que exigiu respostas sobre as imagens, o ministro também exigiu respostas sobre o Plano Estratégico de Reocupação Territorial. O projeto já foi enviado pela Secretaria de Segurança Pública do Rio ao STF. Agora, o Tribunal exigiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) diga em que etapa de análise o plano se encontra.
O documento apresenta Muzema, Rio das Pedras e Gardênia Azul como os primeiros pontos da reocupação. A previsão é de que as ações comecem ainda no primeiro semestre de 2026. A iniciativa cumpre a decisão do STF no julgamento da ADPF das Favelas, que determina a retomada da presença do estado em áreas dominadas por grupos armados, com ações de segurança, fiscalização e políticas sociais.
Com informações do portal “g1”.

