Após virar caso de Justiça, as obras do Coletor Tronco Faria-Timbó, na Zona Norte do Rio, foram concluídas pelo governo do estado. A intervenção na estrutura, que diminui o descarte de esgoto na Baía de Guanabara, chegou a ficar paralisada antes de virar tema de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2019 pela Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) do estado com o Ministério Público do Rio (MPRJ).
O acordo, homologado pela Justiça, determinou a retomada de obras paradas do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG). A do Faria-Timbó era uma delas. Em janeiro, após nova cobrança do MPRJ, o governo do estado confirmou que terminaria a obra ainda no primeiro semestre.
Coletor evita que 36 piscinas olímpicas de esgoto cheguem à Baía de Guanabara
O novo sistema capta o esgoto de bairros como Ramos, Bonsucesso, Olaria, Del Castilho, Inhaúma, Oswaldo Cruz e Complexo do Alemão. Com a estrutura em operação, o coletor separa cerca de mil litros de dejetos por segundo e os destina para tratamento adequado.
Segundo o MPRJ, a medida evita que seja descartado, por dia, um volume equivalente a 36 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento nos rios que desaguam na Baía de Guanabara.
TAC incluiu obras na Cidade Nova e em Manguinhos
Além do sistema Faria-Timbó, o mesmo TAC também determinou a entrega dos coletores da Cidade Nova e de Manguinhos, além de melhorias nos sistemas Sarapuí, Pavuna e Ilha de Paquetá. Essas já foram entregues.
Outras intervenções de grande porte ainda aguardam conclusão, como o conjunto de obras do sistema Alcântara. O total de melhorias previstas nos programas beneficia pelo menos 1,5 milhão de moradores das áreas afetadas.

