A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, em primeira discussão, nesta quarta-feira (02), o Projeto de Lei que inscreve o nome do estudante Edson Luís de Lima Souto no Livro dos Heróis e Heroínas do estado do Rio. O jovem, assassinado pela Ditadura Militar em 1968, tornou-se um símbolo da luta estudantil e da resistência democrática no país.
O projeto agora aguarda a segunda discussão no plenário da Alerj. A autora da proposta, deputada Dani Monteiro (PSOL) — que preside a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da casa —, destacou a importância histórica do reconhecimento de Edson Luís, especialmente na semana em que o golpe militar de 1964 completa 61 anos.
“Essa aprovação é um marco para o parlamento fluminense, num momento em que a democracia e os direitos humanos, brutalmente violados naquele período, ainda enfrentam desafios”, afirmou Dani Monteiro.
Dívida histórica
Edson Luís tinha 17 anos e foi morto pela Polícia Militar em 1968, no restaurante Calabouço, durante um protesto de estudantes contra a alta do preço da refeição e a má qualidade da comida no restaurante estudantil. O velório e o enterro de Edson Luís viraram um ato político do movimento estudantil e da luta por democracia.
A deputada Dani Monteiro ressaltou que a história do estudante permanece viva e serve de inspiração para as novas gerações que seguem na luta por um país mais justo. A inclusão, portanto, tenta sanar uma dívida histórica do estado brasileiro, ao dar reconhecimento para aqueles que lutaram pela democracia.
“Edson foi assassinado por lutar por condições dignas para os estudantes. Ele é um símbolo da resistência e da coragem da juventude contra a opressão. Sua inscrição no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro é o reconhecimento de sua luta e do sonho de um Brasil verdadeiramente democrático”, acrescentou Dani.