Uma auditoria conduzida pela Secretaria da Casa Civil identificou indícios de sobrepreço de aproximadamente R$ 20 milhões em um contrato de R$ 56 milhões firmado pelo Instituto Rio Metrópole (IRM). O levantamento faz parte da força-tarefa determinada pela nova gestão da autarquia para revisar contratos e despesas após a operação do Ministério Público que revelou um suposto esquema de desvio de recursos públicos no órgão.
O contrato analisado foi celebrado com a empresa Indupta Soluções em Energia e tinha como objetivo desenvolver estudos voltados à otimização da gestão dos gastos municipais com ilicitudes. Segundo a análise técnica, porém, a execução do serviço apresentou uma série de inconsistências que levantam dúvidas sobre a economicidade da contratação.
Relatório aponta falhas desde o planejamento
Entre as principais irregularidades identificadas pelos auditores está a concentração de funções incompatíveis dentro do processo de contratação. Conforme o relatório, os mesmos agentes públicos participaram das etapas de planejamento, julgamento e fiscalização do contrato, comprometendo a segregação de funções.
A auditoria também aponta indícios de restrição à competitividade da licitação, observados pela baixa variação entre as propostas apresentadas pelas empresas concorrentes, além de falhas na elaboração do termo de referência.
Outro ponto que chamou a atenção dos técnicos foi a ausência de critérios objetivos para justificar a contratação da equipe prevista. Em uma das fases do projeto, o contrato estimava a atuação de 76 profissionais durante 12 meses, com remuneração média superior a R$ 28 mil. Em alguns casos, como o de consultores especializados, os valores chegavam a quase R$ 75 mil por profissional, sem que houvesse justificativa técnica para esse dimensionamento.
Serviços pagos teriam reaproveitado dados já existentes
O relatório também questiona a efetiva entrega dos serviços contratados. Segundo a auditoria, uma das etapas consistiu apenas na reorganização de informações já disponíveis, sem produção intelectual inédita, o que teria gerado um custo de quase R$ 1,5 milhão.
Em outra fase, a empresa recebeu quase R$ 6 milhões para sistematizar dados que já constavam em faturas de energia elétrica de municípios da Baixada Fluminense e do interior do estado. A partir dessas informações foram produzidas apresentações gráficas, enquanto a etapa de campo teria vistoriado apenas 0,5% dos imóveis previstos, sob a justificativa de falta de autorização para acesso.
Na avaliação dos auditores, o conjunto das evidências aponta indícios relevantes de irregularidades na execução e fiscalização contratual, além de fragilidades na confiabilidade das informações produzidas. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Nova gestão amplia pente-fino no instituto
As novas suspeitas surgem menos de um mês após o Instituto Rio Metrópole ser alvo de uma operação do Ministério Público que investigou um suposto esquema de desvio de recursos públicos de aproximadamente R$ 86 milhões.
Na ocasião, seis pessoas foram presas, entre elas o então presidente do instituto, David Perini Vermelho, o diretor de Planejamento e Projetos, Maurício Silva, e o procurador Marcelo Lopes da Silva. Todos acabaram afastados de suas funções após a operação.
Desde então, a presidência interina do IRM passou a ser exercida pelo secretário Roberto Leão, que determinou a realização de uma auditoria completa nas contas e contratos da autarquia. O prazo estabelecido para conclusão dos trabalhos é de 60 dias.
Segundo a atual gestão, os levantamentos preliminares indicam que o instituto vinha sendo utilizado para descentralizar recursos públicos por meio de contratações com baixo nível de controle, aproveitando a maior flexibilidade financeira conferida à natureza jurídica da autarquia.
COM INFORMAÇÕES DO RJ2/TV GLOBO
Comments 12
Lamentável, um projeto que ajudaria as pessoas e o meio ambiente
Partido novo aprendendo se não der lucro estratosférico, a iniciativa privada não vem.
Verdade meu amigo, em meio as inseguranças que passamos, ninguem quer investir em um pais que nao da segurança plena ao investidores , aida mais com a cultura da propina implantada no pais, no final, todos ganham menos os investidores. Quem se habilita???
QUE PENA!!Seria mais uma opção de transporte para nós moradores da Zona Oeste,além de opção turística.
Seria ótimo pra quem mora na muzema rio das pedras na volta do trabalho o imgarrafamento as pessoas chega cansada seria mas rápido com as barca
É preciso entender que as passoas querem rapidez e paradas em outras localidades do RP até a Barra e por isso optam por onibus e vans. O Barco poderia ser um misto com passageiros e Restaurante (no 2o.andar) separados para o turismo e entretenimento e apenas transportes de pessoas
A violência q antes não atingia bairros como Gardenia azul, Rio das pedras, muzema e adjacências c certeza impactou nos interesses privados
O que iriam gastar na limpeza das lagoas e na manutenção dos canais para navegabilidade das embarcações não viabiliza o investimento. Além de ser uma lagoa com despejo massivo de esgoto das comunidades e condomínios. Primeiro deveriam despoluir e fazer um sistema de esgoto e depois abrir essa licitação.
Mas sabemos que isso nunca ou tão cedo ira acontecer…
Idea de transporte é boa, mas não é viável atualmente…
Qual seria o impacto ambiental???
Q noticia ótima
Acha q alguém vai querer sustentar barcos cobrando msm valor de passagem de ônibus? Kkkkk nem com subsídio..
Um perda para a população em geral. Seria um grande ganho para o meio ambiente e para todos que transitam no bairro.