A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) está diante de um momento inédito — afinal, os 70 deputados poderão eleger um governador do estado pela primeira vez na sua história.
Mas não só. Desde que o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a eleição será por voto secreto, a Alerj está vivendo o surpreendente fenômeno da empoderamento do baixo clero.
Com a nova configuração, cada deputado é o único dono do seu voto — e ninguém , nem os partidos, nem o governo, tem o controle sobre quem cada um vai escolher.
Aqueles que nunca sequer foram ouvidos nas tomadas de decisão, nunca foram levados em conta na divisão de cargos e favores, agora sabem que têm valor.
Especialmente se conseguirem votar juntinhos — e, neste caso, a união faz um governador.
Qualquer semelhança com o processo que levou Severino Cavalcanti à presidência da Câmara dos Deputados em 2005 não parece mera recordação.


A decisão do ministro Luís Fux, deu aos Deputados do chamado baixo clero voz,todos sabem a mordaça que sofrem,se tentam alcançar vôo alto enfrentam barreiras para conseguir cargos de destaque nas comissões, limitando sua capacidade de pautar grandes projetos,muitos são até afastados de comissões, mesmo não tão relevantes. Resta saber como será feito o ” patrulhamento” pra conter uma possível revolta dos excluídos.