Vereadores da bancada de oposição em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, se voltaram contra o projeto de lei que prevê o acolhimento de dependentes químicos. Ocorre que esta era justamente uma bandeira defendida pelo bloco, formado por parlamentares do PL, além de um do Podemos.
A oposição conseguiu uma uma liminar na justiça para suspender os efeitos da sessão plenária que aprovou, na quarta-feira (2), o projeto enviado pela prefeitura de acolhimento humanizado de dependentes químicos. Isto causou a insatisfação de comerciantes, principalmente do Centro de Niterói, região que concentra o maior número de pessoas em situação de rua.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL) publicou nota nas redes sociais repudiando a judicialização desse e de outros projetos considerados importantes para a revitalização do Centro da cidade. Joaquim Pinto, presidente do Conselho Superior da CDL, comentou sobre o tema.
“Com a anulação dessas medidas, a cidade perde avanços importantes. Quem sai prejudicado com essa disputa política e judicialização? O povo, os empresários e o próprio município”, afirmou.
Vereadores da oposição deixaram sessão
Durante a votação do projeto, os quatro vereadores do PL — Douglas Gomes, Daniel Marques, Fernanda Louback e Allan Lyra — e Michel Saad Neto (Podemos) deixaram a sessão sem votar a mensagem do executivo, que acabou aprovada por 12 votos contra 2. A internação também era uma bandeira de campanha de Carlois Jordy (PL), derrotado no segundo turno por Rodrigo Neves (PDT), em 2024.
O presidente da Câmara de Vereadores, Milton Cal (União), disse que vai recorrer da decisão judicial. Já Douglas Gomes afirmou que “apoiamos a decisão e nossa demanda é que seja feito na próxima segunda-feira, no colégio de líderes, a discussão de todas as pautas cancelas para que sejam levadas posteriormente para o plenário da câmara, respeitando o amplo debate e os prazos regimentais”.
Lucas Luciano e Vítor d’Avila