As obras do Centro Cultural Rio-Áfricas, na Pequena África, foram iniciadas nesta sexta-feira (31) pela Prefeitura do Rio, marcando uma nova etapa do projeto que transformará um terreno ao lado do Cais do Valongo, na Zona Portuária, em um espaço voltado à preservação da memória e à valorização da cultura afro-brasileira.
O equipamento será construído no local onde funcionou por mais de 90 anos a antiga Maternidade Pró-Matre e, segundo o Executivo municipal, vai transformar a Pequena África em um dos principais territórios de memória, identidade e resistência da cidade.
Espaço no Cais do Valongo
O Centro Cultural Rio-Áfricas será erguido ao lado do Cais do Valongo, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, e terá como foco a valorização da ancestralidade afro-diaspórica por meio de exposições, mostras, atividades educativas, formação artística e ações culturais abertas ao público.
O projeto arquitetônico é assinado por Marcus Vinicius Damon Martins de Souza Rodrigues, do Estúdio Módulo de Arquitetura e Urbanismo, vencedor de concurso promovido pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ).
A proposta foi selecionada entre 36 projetos apresentados por arquitetos negros brasileiros e africanos de língua portuguesa.
Projeto focado em paisagismo
O edifício contará com um pátio arborizado e paisagismo composto por espécies como espada-de-são-jorge, agapanto e capim-do-texas, em referência à ancestralidade africana e à Mata Atlântica. A fachada terá tramas inspiradas em padrões africanos e painéis perfurados para favorecer a iluminação natural.
O Centro Cultural Rio-Áfricas integra o processo de revitalização da Zona Portuária iniciado com o Porto Maravilha e se soma a outras iniciativas de valorização da Pequena África e do Cais do Valongo, desenvolvidas em parceria com o Iphan, BNDES, IDG e a iniciativa privada.
Segundo a prefeitura, o espaço será dedicado à preservação da memória, à difusão da cultura afro-brasileira e ao fortalecimento da região como referência histórica, cultural e turística da cidade.

