A versão oficial é que foi uma decisão “de caráter estritamente pessoal”. Na explicação “quase oficial” que circula na política, a decisão de o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) de deixar a vaga de vice na chapa de Douglas Ruas (PL) ao governo do estado foi só uma antecipação do cenário nacional.
Afinal, a Federação União Progressista — formada pelo PP do senador Ciro Nogueira e pelo União Brasil de Antonio Rueda — já decidiu mesmo deixar a aliança com o PL de Flávio Bolsonaro e tende a optar pela neutralidade.
Mas, nas rodinhas — onde nenhuma história tem o carimbo dos cartolas partidários, mas sempre refletem a sabedoria das ruas, dos corredores e do backstages dos palanques — a aposta é bem mais prosaica: o PP do Rio sempre arrastou uma asa para o principal adversário de Douglas, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).
Se o PP quisesse permanecer na chapa de Douglas, faria como em São Paulo.
Lá, a Federação União Progressista bateu o martelo nesta segunda-feira (20). E ficou com Flávio Bolsonaro, independentemente da decisão nacional.
Afinal, isso é usar da prerrogativa da neutralidade.
O resto é ter lado — mas preferir não admitir.

