A nova rodada de negociações entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o Rio Ônibus, mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), terminaram sem acordo nesta quarta-feira (15).
Com isso, os motoristas de ônibus da capital fluminense permanecem em estado de greve. Uma nova audiência de conciliação foi marcada para a próxima quarta-feira (22).
Segundo o sindicato, não houve consenso sobre o pagamento dos 30 minutos de descanso e o reajuste do valor da cesta básica. A categoria reivindica que o benefício passe para R$ 1 mil, enquanto o Rio Ônibus propôs um reajuste de apenas 5%.
Os rodoviários consideraram a proposta insuficiente e voltaram a cobrar avanços tanto na recomposição salarial quanto nas condições de trabalho, indicando que um acordo ainda está distante.
Rio Ônibus diz que atingiu o teto com a proposta
Durante a audiência, o representante do Rio Ônibus afirmou que o sindicato patronal chegou ao limite da proposta apresentada.
Segundo ele, o reajuste de 5% representa o máximo que as empresas conseguem oferecer. “Fizemos o nosso máximo para chegarmos ao valor de 5% de aumento da remuneração dos rodoviários”, declarou.
Já o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, criticou a postura das empresas e afirmou que “falta boa-fé nessa negociação”.
De acordo com o dirigente sindical, o clima entre os trabalhadores é de insatisfação. “O clima é de revolta. É preciso entender isso”, argumentou.

