O empresário Charles Guilherme Costa de Vasconcellos foi identificado pela Polícia Federal (PF) como o provável elo entre o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e o pastor Márcio Poncio, ambos alvos da 5ª fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira (02).
Apontado como “laranja” do pastor em fraudes fiscais antigas, o empresário também atua como operador e integrante da quadrilha de Adilsinho no monopólio da venda de cigarros ilegais no Rio.
Empresário foi preso em 2025
Investigações apontam que Vasconcellos, preso em março de 2025 na Operação Libertatis 2, foi sócio da Comercial 8, empresa responsável pela distribuição do tabaco clandestino do grupo de Adilsinho.
Segundo a PF, a empresa emite notas fiscais fraudulentas para burlar a fiscalização e recebe vultosos depósitos em espécie. O esquema do contraventor é o mesmo que financiava as mesadas a políticos fluminenses, segundo as investigações iniciais.
Vasconcellos ingressou em sociedade em empresa de Márcio Poncio
A ligação de Vasconcellos com Márcio Poncio é anterior ao seu envolvimento com o bicheiro e foi identificada pela Justiça em 2016. Na ocasião, o empresário e a mãe ingressaram na sociedade da Planalto Indústria e Comércio de Cigarros — empresa do grupo do pastor — com aportes financeiros incompatíveis com a renda de ambos.
Um ano antes, o empresário declarou não possuir bens e a mãe constava como pensionista do INSS.
Em 2018, Vasconcellos declarou ter herdado imóveis vinculados à Igreja Pentecostal Anabatista de Duque de Caxias, que foi liderada por Márcio Poncio. No ano seguinte, transferiu suas cotas societárias para Simone Poncio e Jonathan Couto, respectivamente esposa e então genro do pastor.
O pastor foi preso na manhã desta quinta-feira em um flat no hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca. Além de líder religioso e empresário, Márcio Poncio é pai da deputada estadual Sarah Poncio (SDD) e do cantor Saulo Poncio.
Com informações do jornal “O Globo”.

