Nesta sexta-feira (29), quinto dia de julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel, o perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes detalhou, em depoimento ao júri, “sinais de espancamento” em ferimentos identificados na cabeça da criança. Ele descartou qualquer relação entre as manobras de massagem cardíaca e a laceração encontrada no fígado da criança, apontada pela defesa como causa da morte.
“Houve um homicídio por espancamento, esse menor chegou sem vida a esse hospital. A multiplicidade de lesões em sítios diferentes fez com que, inequivocamente, se concluísse que essa criança foi agredida e por isso houve a hemorragia interna”, afirmou o especialista da Polícia Civil.
Ainda de acordo com Luiz Carlos Leal Prestes, as lesões foram causadas antes da morte. Ele negou a versão da defesa de que as lacerações foram causadas durante manobras cardíacas no atendimento no hospital.
“Não poderia haver hemorragia interna se não houvesse circulação. Portanto, essa laceração hepática ocorreu em vida e não tem relação com a massagem cardíaca”, ressaltou o perito, que também descartou a possibilidade de um acidente doméstico, que chegou a ser defendida pela defesa.
Segundo o perito, Henry Borel tinha 17 lesões externas, inclusive na cabeça.
“Essa criança sofreu durante algum tempo até sucumbir. Essa morte foi lenta, essa morte foi agônica, progressiva. Imagina uma criança de 4 anos. Qualquer arranhão a criança reclama. Com essa multiplicidade de lesões, a criança deve ter chorado e reclamado muito, porém com a hemorragia interna a criança perde a consciência”, disse durante o depoimento.
Além de Luiz Carlos, o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva está entre os especialistas previstos para depor neste quinto dia de julgamento.
Com informações do G1.

