Onze dias depois de ter sua casa na mira da Operação Sem Refino, o ex-governador Cláudio Castro (PL) acordou, de novo, com a Polícia Federal (PF) em sua porta, na manhã desta terça-feira (26).
Desta vez, são dez mandados de busca e apreensão, entre Rio e Brasília, dentro das investigações sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Não é a primeira operação policial por causa dos aportes de recursos do estado em fundos ligados ao banco.
Afinal, segundo a PF, o governo Cláudio Castro transferiu quase R$ 3 bilhões, em diferentes ocasiões.
O dinheiro partiu sobretudo do Rioprevidência, o fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado, e da Cedae, a companhia estatal que produz água para boa parte do Rio de Janeiro.

Operação também no caso da Refit
No último dia 15, Castro foi alvo de mandados de busca e apreensão por ordem do ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse caso, a investigação era sobre um suposto esquema de fraudes fiscais e ocultação de patrimônio envolvendo a Refit.
Ao todo, a PF cumpriu 16 mandados no Rio, em São Paulo e no Distrito Federal, no âmbito da operação “Sem Refino”. Por determinação da Justiça, também foi autorizado o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos ligados aos investigados.
Além de Cláudio Castro, a investigação mirou o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria, incluído na lista de difusão vermelha da Interpol a pedido da Justiça. Também foram incluídos o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual, o ex-procurador Renan Saad e o desembargador afastado Guaraci Vianna.
Segundo as investigações, o grupo teria usado uma complexa estrutura societária para ocultar recursos fora do Brasil e blindar patrimônio de fiscalizações. O inquérito também fez conexões com a chamada ADPF das Favelas, ação no STF que discute a atuação policial e a expansão do crime organizado no Rio.
A Justiça ainda determinou o afastamento de sete agentes públicos suspeitos de favorecer a manutenção das atividades da refinaria em troca de vantagens indevidas.
Cláudio Castro renunciou ao cargo para disputar as eleições
Castro renunciou ao cargo de governador em março, na véspera do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico. Apesar disso, ele já indicou que pretende disputar as eleições para senador em outubro “sub judice”.
Em atualização.
Com informações do G1.

