Não falta quem queira aconselhar o ex-governador Cláudio Castro (PL) a desistir do Senado — e preferir a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Para muitos, ele pode até conseguir driblar a inelegibilidade ditada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mas não tem como sustentar a aprovação que conquistou com a megaoperação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão — aquela, que resultou em 122 mortes em outubro do ano passado.
Pesquisas de intenção de votos mostram que a pré-candidatura de Castro está, como se diz na política, derretendo. Logo depois da operação, a aprovação do então governador chegou, em alguns levantamentos, a bater mais de 60%. Mas, agora, despencou.
Só para ficar nos números mais recentes, na série histórica da Quaest, por exemplo, caiu de 53% para 35%.
E fica ainda mais difícil manter a popularidade em alta com o governo interino falando em auditorias e cortes. E passando a tesoura, dia sim, outro também, em centenas de cargos comissionados pendurados na estrutura da administração estadual.
Aberta a banca de apostas para ver quem vai pôr o ‘guizo no gato’
As rodas da política abriram um bolão para saber quem vai ter coragem de abordar o assunto com o homem.
A turma parece preferir esperar que ele mesmo se dê conta das novas variáveis.
Curi continua como plano B para a vaga de Castro
Enquanto isso, cresce o nome do ex-secretário de Polícia Civil, Felipe Curi (PP).
Cada vez mais, Curi aparece como uma reserva estratégica da direita para o Senado.

