O clima azedou no plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) durante o expediente final desta quinta-feira (14), após o deputado estadual Vitor Júnior (PDT) afirmar que o presidente da casa, Douglas Ruas (PL), seria o “HD vivo de tudo que aconteceu no governo do estado” nos últimos anos, em especial na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL).
A declaração foi feita durante em discurso de Vitor que defendeu a abertura de uma CPI para investigar contratos de radares eletrônicos no Detran. O parlamentar questionou o aumento de valores em licitações em três anos e comparou contratos de mesma natureza.
“Como é que uma licitação de 2022, contratando 85 radares eletrônicos por R$ 8 milhões com 50% de desconto, vai para 2025 contratando 390 aparelhos por 238 milhões para as mesmas empresas?”, disse.
Filippe Poubel reage a acusações
A fala provocou uma reação imediata do deputado Filippe Poubel (PL), aliado de Douglas Ruas.
Poubel afirmou que Vitor Júnior estaria sendo incoerente por se apresentar como opositor e ter “recebido cargos” no último governo. “Vossa Excelência também era deputado do coração do governador Cláudio Castro. Tinha indicação no Detran de Niterói, cargos no Segurança Presente, entre outros”.
Em seguida, o deputado disse que Vitor Júnior teria ficado “de joelhos pedindo ao ex-presidente Rodrigo Bacellar o apoio do União Brasil à reeleição do Rodrigo Neves (PDT) em Niterói”.
Vitor rebateu as acusações e afirmou retirou uma indicação feita no Detran após três meses: “eu indiquei uma pessoa durante três meses para o posto do Detran e retirei essa pessoa de lá. Sabe por quê? Porque eu não vou compactuar com o mecanismo, com o modus operandi daquilo que acontecia ali dentro”.
No meio da troca de falas, o deputado que presidia o expediente, Flávio Serafini (PSOL), precisou intervir para conter os ânimos, interrompendo os microfones em alguns momentos.

