O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) condenou o economista e empresário Eduardo Fauzi Richard Cerquise a uma pena de quatro anos e oito meses de prisão pelo ataque com coquetéis molotov contra a sede da produtora Porta dos Fundos, em Botafogo, na Zona Sul, em dezembro de 2019, na véspera de Natal.
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, conforme estabelecido na sentença.
O juízo da 35ª Vara Criminal negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo sua prisão preventiva para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. O hostórico de Fauzi também foi citado na decisão, visto que o mesmo chegou a fugir para a Rússia logo após o crime, sendo extraditado apenas em 2022.
A decisão teve como base provas técnicas que incluíram perícia de reconhecimento facial e registros de câmeras de segurança, que detalharam a rota de fuga de Fauzi após o atentado.

O crime foi motivado por descontentamento com o conteúdo do “Especial de Natal” da produtora Porta dos Fundos. Fauzi declarou ser integrante do “Comando da Insurgência Popular Nacionalista da Família Integralista Brasileira”.
O atentado
De acordo com investigação da Polícia Civil sobre o caso, cinco dias após o ataque contra a produtora Portas dos Fundos, Fauzi foi identificado por câmeras de segurança como um dos responsáveis por atirar coquetéis molotov na fachada da sede da produtora, em Botafogo.
A ação seria uma represália ao especial natalino da produtora que retratou Jesus sendo gay. O segurança da produtora trabalhava no local no momento do ataque. Ele conseguiu conter as chamas e fugiu sem se ferir.
Cinco dias depois, a identificação de Fauzi foi obtida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e ele teve prisão decretada, mas já havia fugido para a Rússia.

Após o ataque à produtora, a polícia apreendeu, na casa do economista e em outros dois endereços ligados a ele, R$119 mil, duas armas de brinquedo, facas, e uma camisa de uma associação que se diz nacionalista.
A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) emitiu uma ordem de captura. Fauzi foi detido pela Interpol em Moscou em setembro de 2020, onde permaneceu até a Justiça russa autorizar sua extradição, em janeiro desse ano.
O economista chegou ao Brasil dia 3 de março e veio escoltado por policiais federais em um voo do Aeroporto Internacional de Vnukovo, em Moscou, até o Rio.
Com informações do Jornal O Globo.

