A guerra política já declarada em Maricá tomou proporções federais, segundo uma postagem do prefeito da cidade, Washington Quaquá (PT), neste domingo (12). O alcaide escreveu sobre sua história para resumir a briga com o ex-prefeito Fabiano Horta, com quem rompeu após a confirmação de que ele seria pré-candidato a deputado federal — cargo que também será disputado por seu filho, Diego. Quaquá disse que foi denunciado à Polícia Federal por seu ex-pupilo e pelo vice-prefeito João Maurício de Freitas, o Joãozinho (PT).
Em fevereiro, o prefeito de Maricá exonerou mais de 20 comissionados que estavam lotados no gabinete de Joãozinho — integrante do grupo político de Horta. O vice havia manifestado apoio à pré-candidatura do ex-prefeito. Joãozinho foi presidente estadual do partido até agosto de 2025 — cargo agora ocupado por Diego Quaquá.
Denunciado à Polícia Federal
Na postagem, o prefeito de Maricá garante ter tomado conhecimento das movimentações feitas por Horta e Joãozinho, como uma denúncia à PF.
“Inclusive oferecendo o que acumularam para me prejudicar”, escreveu Quaquá. “Eu, como não sou falso como a média da política, resolvi romper e contar a verdade”, finalizou o prefeito.
A batalha só termina em outubro
Os desdobramentos da briga em Maricá continuam incertos e podem causar reviravoltas até outubro, quando o povo vai bater o martelo ao escolher ao lado de quem ficar (e acreditar).
São três na briga pelo voto da cidade para deputado federal. O ex-ministro e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), Celso Pansera — que conta ainda com os votos que cultiva em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; Fabiano Horta, que recebe o apoio do vice-prefeito Joãozinho; e Diego Quaquá, que conta com as “cartas na manga” do contra-ataque do pai.

