O Diário Oficial do Estado do Rio, nesta segunda-feira (30), saiu em versão quase de bolso. A edição do Poder Executivo veio com apenas oito páginas, um tamanho diminuto que, na prática, funciona como termômetro de baixíssima movimentação administrativa no governo estadual.
Para quem acompanha a rotina oficial, é sinal claro de um dia de agenda burocrática rarefeita, com poucos atos e escasso volume de decisões. Com a renúncia de Cláudio Castro (PL) e do vice eleito, Thiago Pampolha — e com o ex-presidente da Assembleia Rodrigo Bacellar cassado e preso — quem assumiu o comando do Palácio Guanabara foi o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Casto.
O magistrado, porém, parece decidido a assinar só o que for realmente indispensável enquanto estiver no cargo.
Diário Oficial registra menos de 15% das publicações habituais
O enxugamento chama atenção porque foge do padrão das edições mais robustas, aquelas em que nomeações, contratos, despachos, avisos e atos administrativos são empilhados. No primeiro trimestre de 2026, a média de páginas por edição foi de 54. Com oito páginas, o volume desta segunda-feira representa apenas 14,8% da carga habitual de publicações diárias.
A leitura política é quase inevitável e já há quem se preocupe com o funcionamento do estado — uma vez que a gestão do desembargador está confirmada pelo menos até o dia 8, quando o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne para decidir se as eleições para o mandato-tampão serão diretas ou ficarão a cargo dos 70 deputados da Assembleia Legislativa.

