Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanharam a divergência aberta por Alexandre de Moraes e seguida por Gilmar Mendes, votando a favor da realização de eleições diretas para o mandato-tampão do governo do estado. Já há maioria, no entanto, para que seja realizada uma eleição indireta com voto secreto na Assembleia Legislativa (Alerj).
A Corte analisa os critérios para escolher o sucessor de Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo na segunda-feira (23). A situação é inédita: o Rio enfrenta uma dupla vacância, já que o vice-governador eleito, Thiago Pampolha, também deixou o cargo em maio de 2025 para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
O julgamento vai até a próxima segunda-feira (30). Até lá, os ministros ainda podem mudar de voto ou pedir que o caso seja analisado no plenário físico. Considerados todos os votos proferidos até o momento, o placar no STF está assim:
- 5 votos: eleição indireta com voto secreto e prazo de desincompatibilização de candidatos de 24 horas;
- 4 votos: eleição direta;
- 1 voto: eleição indireta com voto secreto e prazo de desincompatibilização de candidatos de seis meses.

