Jorginho Brum, presidente da Câmara de Angra dos Reis, o quarto mais votado nas eleições de 2024, avisou ao diretório municipal do MDB, seu partido, que tem a intenção de ser candidato a deputado.
O moço, animado com as eleições, solicitou, em setembro do ano passado, o acesso às instâncias internas de deliberação partidária. No requerimento, pediu ainda que, “caso não seja essa a vontade”, que o partido o autorize a “seguir com a sua desfiliação, sem prejuízo de seu mandato”.
Presidente municipal do MDB, o ex-prefeito Fernando Jordão, não gostou nem um pouquinho. E estrilou. Respondeu com uma carta bem zangada. “Recebemos com surpresa, no primeiro ano do exercício do mandato de vereador pelo MDB, um pedido de anuência para a desfiliação partidária. Deve-se registrar que sua eleição ocorreu graças à inequívoca força de nosso partido”, diz o texto.

Desde então, Jorginho vem pedindo para ser ouvido, para participar das reuniões, das decisões partidárias — ou para sair — mas diz que não tem sequer retorno.
Na cidade, dão como certo que Jordão e o presidente estadual do MDB, Washington Reis, vão negar a legenda ao rapaz. Vereadores colegas de Brum saíram em sua defesa.
Charles Neves (PP) foi um deles, que ocupou a tribuna com um discurso contundente.
“Hoje eu vim aqui para fazer um desabafo. Porque há uma tentativa de inviabilizar a candidatura de vossa excelência. O vereador Jorginho Brum será mesmo candidato? Sim, nada vai mudar esta decisão, que está consolidada. Ele é pré-candidato a deputado estadual, e depois candidato, e depois deputado estadual eleito para representar a nossa cidade”, afirmou o colega do Partido Progressista.
Definitivamente, a treta está armada.

