A Justiça do Rio manteve, nesta segunda-feira (23), a prisão dos seis homens acusados de espancar uma capivara na orla do Quebra Coco, no bairro Jardim Guanabara, Ilha do Governador, na Zona Norte da cidade. O ataque aconteceu a madrugada do sábado (21) e foi flagrado por câmeras de segurança. Após ser resgatado, o animal apresentava estado crítico e precisou ser sedado devido a um traumatismo craniano.
As detenções de Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo foram convertidas em prisão preventiva durante audiência de custódia. Eles vão responder por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Já os jovens devem responder por atos infracionais análogos aos mesmos crimes.
Internação provisória dos adolescentes
]A capivara — um macho adulto de 64 kg — começou a se recuperar e conseguiu se levantar pela primeira vez no domingo (22), segundo o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres de Vargem Pequena, onde recebe cuidados.
A Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Rio determinou a internação provisória dos dois adolescentes apreendidos por envolvimento no ataque. A decisão foi tomada poucas horas após a detenção dos menores, que passaram por audiência no Juizado após serem conduzidos à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Multa inédita prevista no decreto conhecido como Cão Orelha
Titular da 37ª DP (Ilha do Governador), o delegado Felipe Santoro afirmou que o caso da capivara pode ser o primeiro em que o Ibama aplicará a multa prevista no decreto conhecido como Cão Orelha, publicado na semana retrasada.
O novo decreto estabelece multas que variam de R$ 1.500 a R$ 50 mil por animal, podendo chegar a R$ 1 milhão em casos com agravantes. Antes da mudança, os valores variavam de R$ 300 a R$ 3 mil.
Com informações do G1.

