O julgamento do caso Henry Borel — que começou nesta segunda-feira (23) no 2º Tribunal do Júri do Rio — foi interrompido após cinco advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, abandonarem o plenário. A defesa decidiu sair por conta de uma decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, que negou um pedido dos advogados para o adiamento do processo.
A equipe do Dr. Jairinho alegou dificuldades técnicas no acesso às provas para sustentar o pedido, que foi prontamente indeferido pelo juízo. Segundo a juíza, a conduta da defesa “fere um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família das vítimas”.
Julgamento de Dr. Jairinho e Monique acontece cinco anos após o caso
O júri acontece cinco anos após o crime. Dr. Jairinho e Monique Medeiros, mãe do menino, são réus pela morte de Henry, de apenas 4 anos, em março de 2021 na Barra da Tijuca. O ex-vereador responde por homicídio qualificado e tortura. Já Monique é acusada de homicídio por omissão de socorro. As investigações da Polícia Civil apontaram que ela tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) aponta que a criança sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo hemorragia interna e laceração hepática. Na época, o casal alegou que Henry teria sido vítima de um acidente doméstico, versão descartada pela perícia. O Ministério Público sustenta que Jairinho submeteu o enteado a sessões de sofrimento físico e mental em diversas ocasiões antes da noite fatal.
Com informações da TV Globo.

