O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), que já foi um fiel defensor do governador Cláudio Castro (PL) — a ponto de tentar levar o presidente Lula a fazer campanha com o homem em 2022 — pulou de palanque. Na noite desde domingo (23), foi às redes sociais criticar a renúncia de Castro.
A saída antecipada do governo é uma estratégia dos partidos da direita para evitar a inelegibilidade que pode resultar do julgamento de Castro e do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), no caso Ceperj, nesta terça (24), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para Quaquá, isso seria uma manobra das forças que “tentam desestabilizar a democracia”.
“Gente, o governador Claudio Castro está renunciando ao seu mandato de governador. Mas, na verdade, o que está acontecendo por trás disso é uma tentativa dos grupos da Assembleia e de grupos políticos ligados às forças antidemocráticas do país, as mesmas forças que tentam desestabilizar a democracia, desmoralizar as instituições”, disse Quaquá. “A gente sabe que as instituições brasileiras têm que ser reformadas, têm que ser mudadas, mas não é esculhambando o Supremo Tribunal Federal, os ministros, enfim, atingindo a democracia que a gente vai consertar o Brasil”.
O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT conclamou os políticos do estado a se unirem para eleger um presidente da Assembleia com “compromisso com a democracia”. Se a decisão do TSE for pela cassação do mandato, Bacellar perde o cargo e um novo presidente será eleito.
.”Então, quero dizer a todos os deputados estaduais, prefeitos, vereadores, que nós temos que nos unir, nos unir no Rio de Janeiro, para que a gente possa ter um presidente da Assembleia e que tenha compromisso com a democracia”, concluiu.

