A esquerda fluminense está com apetite — e não esconde: quer abocanhar as duas cadeiras do Senado. Com a deputada federal Benedita da Silva praticamente carimbada pelo PT como pré-candidata a uma das vagas, o PSOL também se mexe para lançar um nome próprio e enfrentar, com mais musculatura, os dois candidatos da direita.
Hoje, o principal nome do PSOL na mesa é Luciana Boiteux, professora da UFRJ, advogada, feminista e ex-vereadora do Rio. Segundo ela, o objetivo é somar votos à candidatura de Benedita da Silva e dialogar com a articulação “Senadoras do Brasil”, que reúne candidaturas feministas em todo o país.
‘Rio poderá votar em duas mulheres para o Senado’
“Nessa campanha para o Senado, meu compromisso é, junto com o PSOL, apoiar o Lula e caminhar ao lado de Benedita da Silva. A ideia é eleger duas senadoras para reafirmar que a voz das mulheres e nossas pautas precisam ser defendidas. Pela primeira vez, o Rio poderá votar em duas mulheres para o Senado”, enfatizou Boiteux.
PSOL vai escolher nome para disputar o Senado com Cláudio Castro e Márcio Canella
O martelo sobre a candidatura, seja ela feminina ou não, ainda não foi batido pelo diretório estadual do PSOL, presidido pelo deputado Flávio Serafini. A decisão deve sair até abril. Outros nomes circulam nos bastidores, como o vereador do Rio William Siri e o vereador de Niterói Professor Túlio.
Seja qual for o escolhido, o campo progressista vai encarar dois nomes de peso da direita fluminense: o governador Cláudio Castro (PL) e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil). Ambos devem renunciar até abril para entrar na corrida ao Congresso Nacional.

