Durante a reunião da Comissão de Constituição Justiça da Assembleia Legislativa (Alerj), nesta quarta-feira (18), o líder do governo na casa, Rodrigo Amorim (União), criticou duramente o presidente em exercício Guilherme Delaroli (PL), afirmando que o parlamentar tem conduzido os trabalhos de forma “imperialista” e “ditatorial”.
Amorim mencionou uma polêmica em torno do projeto de lei de extensão do horário dos vagões femininos, de autoria de Delaroli, que teria “atropelado” a iniciativa de outros parlamentares.
“O presidente Delaroli não é nenhum gênio da lâmpada legislativa. (…) Diversos deputados apresentaram projetos similares”, afirmou Amorim.
Em seguida, o deputado subiu o tom: “escutei do poderoso Marquinhos da mesa que o projeto era do presidente. Em primeiro lugar, disse que, para ser presidente, teria que ser eleito, o que não é o caso. Então, não vou aceitar imperialismo. Enquanto eu tiver que me insurgir regimentalmente, vou me insurgir todas as vezes, seja contra quem for. (…) Não aceito esse tipo de condução ditatorial que tem sido adotada”.
Amorim afirma que vai à Casa Civil articular veto ao projeto
O líder do governo também anunciou que pretende articular o veto à medida, que já foi aprovada em plenário.
“Eu vou usar toda a minha força para que esse projeto seja absolutamente e integralmente vetado (…). Já estou avisando aqui que inicio hoje as diligências junto à Casa Civil”, disse.
Amorim ainda afirmou que o texto de Delaroli seria “mal escrito” e que foi criado com finalidade política “porque o ex-deputado Charlles Batista veio aqui fazer diligência, quase em plena campanha eleitoral”.
Guilherme Delaroli afirmou, em nota, que as declarações foram motivadas por vaidade de Amorim. Confira na íntegra:
“As declarações de Rodrigo Amorim na CCJ são desprovidas de razão, motivadas por vaidade e falta de empatia. O Projeto de Lei 7.187/2026 foi aprovado por unanimidade no plenário da Alerj e representa um avanço fundamental em políticas públicas em prol da mulher.
A presidência da Casa repudia qualquer ameaça do deputado Amorim em impedir a sanção da lei. Os ataques por ele proferidos não preocupam a presidência, mas a todas as mulheres que há anos pleiteiam espaços exclusivos nos sistemas metroviário e ferroviário do Estado do Rio de Janeiro, durante 24 horas por dia.
A presidência da Alerj vai seguir trabalhando para que entre em vigor a lei dos vagões exclusivos 24h por dia para as mulheres e em prol de políticas públicas que promovem o bem-estar de toda a população do Estado do Rio de Janeiro”.

